Aluna de EM de Itapeva é destaque nacional no concurso de redação Tempos de Escola

Professoras da 4 série  Gilda Gomes e Tania  Correa_ Coordenadora Pedagógica Eliane Barreto e Diretora Elenice Almeida com o aluno Vinícus Faria de Almeida vencedor da EM Oliva GomesEstudante da zona rural também será premiado – Vinícius Faria de Almeida, Ana Lauren Carriel e Maísa Dognani Barros, respectivamente alunos do 5º ano da EM Oliva Gomes de Melo; 8º ano da EM Luiz Gonzaga Dias Monteiro e 1º ano do Ensino Médio, da EE Profª

Zulmira de Oliveira foram os vencedores do Concurso de Redação Tempos de Escola este ano em Itapeva. Leia os conteúdos das redações desses alunos

Ana ainda conquistou o destaque nacional da categoria Ensino Fundamental II. Em sua redação, ela contou uma história real sobre o engajamento dos alunos frente a uma situação-problema. Junto com o grêmio da escola, eles pleitearam à Prefeitura melhoria nas condições de acessibilidade, já que um aluno cadeirante encontra dificuldades para se locomover no espaço. Com este pedido, a Prefeitura já abriu um pedido de licitação para instalação de rampas e elevadores.

Os professores de Língua Portuguesa, Tania Regina Demetrio Correa, Marieli Correa de Andrade e Solange Al Nahnae Soldá, que orientaram respectivamente os alunos nesse trabalho, também serão premiados.

Promovido pelo Instituto Votorantim em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e Canal Futura, o concurso visa premiar redações de alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas dos municípios brasileiros participantes do projeto Parceria Votorantim pela Educação.

No total, 2990 redações foram inscritas neste ano. Dos 25 municípios participantes, Itapeva foi a 6ª cidade que mais enviou redações.

Deste total, foram escolhidas 63 redações vencedoras, sendo 22 do Ensino Fundamental I, 22 do Ensino Fundamental II e 19 do Ensino Médio.

Todas as redações enviadas foram submetidas a uma avaliação, dividida em duas etapas. Na primeira fase, a equipe do projeto fez uma triagem, considerando os critérios de julgamento dos textos. Na segunda etapa, uma comissão julgadora – formada por representantes do Instituto Votorantim, MEC, Canal Futura e Blog Educação – escolheram os três melhores textos de cada município, sendo um de cada categoria e os destaques nacionais.

Cada aluno selecionado receberá prêmios (em acordo com a sua categoria), assim como os professores orientadores e as escolas. O concurso entregará, ainda, um computador de presente para os autores das três melhores redações escolhidas entre todos os participantes do Brasil, assim como para os respectivos professores orientadores.

Em Itapeva, duas alunas já foram selecionadas e premiadas – Mariana Marcondes dos Santos, em 2009, à época aluna da 5ª série do Ensino Fundamental da EM Raphael Fabri Netto e Jussara Pereira de Paula, em 2010, então aluna da 7ª série da EM Professor Antonio Maisano.
Conheça abaixo as redações:

Os tempos de escola de minha mãe

Por Vinicius Faria de Almeida

Era o ano de 1984 quando minha mãe, Claudinéia Ferreira Faria, iniciou seus estudos aos 8 anos de idade, tendo que realizar todo dia uma caminhada de aproximadamente 3 km de sua casa à escola. Tudo era muito difícil, pois a estrada era de terra, e, além disso, tinha que enfrentar o medo que sentia ao passar somente na companhia de seu irmão mais novo pela beira das matas, ao longo do caminho. Eram apenas duas crianças e minha mãe, sem esperar, caminhava para uma conquista que mais tarde seria muito importante em sua vida.

Meu querido avô sempre foi lavrador e em cada época ia morar com sua família em uma fazenda diferente, assim minha mãe estudou em várias escolas, mas sempre na zona rural.

Dos tempos de escola, lembra com carinho de sua infância sofrida, mas feliz. Das paisagens do campo, do material escolar sendo apenas um lápis, um caderno e uma borracha, que levava em um saquinho de açúcar, que tinha o desenho de um pássaro chamado socó. Também se lembra dos seus colegas, das cantigas de rodas e das brincadeiras: corre-lenço, pedrinhas, amarelinha e outras. Lembra também do carinho e dedicação de algumas professoras que passaram por sua vida e fizeram diferença. Lembra da época em que estudava na 3ª série e descobriu o mundo da leitura através do livro A Gata Borralheira.

O mais incrível de tudo isso é que foi na EPSG(R) Bairro da Caputera, atual EM Oliva Gomes de Melo, onde concluiu a 4ª série, e que mais tarde seria palco de lembranças do passado e também da construção de uma nova história de seu futuro.

Era chegada a hora de mudar de escola e continuar seus estudos na 5ª série, mas meu avô a proibiu de estudar, pois tinha mentalidade de que mulher não precisava de estudo. Então, por intermédio de minha avó e após três anos longe da escola, minha mãe pode retornar aos seus estudos na EEPG Cinira Daniel da Silva, onde estudou da 5ª à 8ª série.

Terminados os estudos nessa escola, era hora de decidir uma nova etapa em sua vida e minha mãe se decide pelo Magistério. Após quatro anos de estudo em período integral, forma-se e, por coincidência ou milagre divino, surge a oportunidade de trabalhar na mesma escola em que estudou, brincou e fez amizades.

Cursou a faculdade de Estudos Sociais com habilitação em Geografia e atualmente sente-se feliz e honrada de lecionar na mesma escola que um dia fez parte dos seus bons tempos de escola e que também acolhe e zela pela educação de seus três filhos.

Grêmio Estudantil: Sujeitos Agentes

Por Ana Lauren Carriel

No decorrer do primeiro semestre de dois mil e onze, na Escola Municipal Luiz Gonzaga Dias Monteiro, houve a eleição do Grêmio Estudantil. Eu, como integrante, e os demais colegas eleitos, sentimo-nos honrados em colocar em prática alguns desejos de sujeitos protagonistas que sonham com a mudança de postura, partindo da instituição escola.

Esse acontecimento foi muito marcante em minha vida, pois, após assumimos o mandato, elaboramos as propostas para melhorar o coletivo desta escola. Um dos itens da proposta era virmos no outro período para nos entrosarmos melhor com os outros estudantes.

Assim que iniciamos nossas visitas, nos deparamos com uma situação horrível e humilhante. Como pode um estudante cadeirante precisar de ajuda para beber um simples copo de água? Nossa escola não está e nunca esteve preparada para receber pessoas com necessidades especiais.

Reunimo-nos e decidimos que aquilo não podia continuar, por isso convidamos o prefeito Luiz Cavani para contarmos a ele o que acontecia com nosso estudante Jorge Augusto Neto todos os dias. Fizemos com que ele vivenciasse todas as dificuldades enfrentadas pelo aluno, tais como:
– subir as escadas para a sala de informática e biblioteca, pois não temos espaço apropriado no térreo, e também fazer o percurso diário do “Neto”.

Durante nossa roda de conversa, ele nos elogiou e nos deu parabéns pela coragem e iniciativa.
Aproveitamos a ocasião e destacamos o capítulo VII, Artigo 227 da Constituição Federal, em que ficam assegurados todos os direitos desse aluno.

Ao ouvir nossas reivindicações ele prometeu atender-nos.

A minha alegria e dos demais integrantes do Grêmio Estudantil é que nosso pedido foi oficializado. Recebemos a notícia de que o pedido do elevador e das rampas está em processo de licitação.
Estamos muito felizes por essa conquista, pois o que fizemos ficará para sempre, atendendo outros estudantes com as mesmas necessidades.

Construindo o conhecimento
Por Maísa Dognani Barros

Qual é o valor da sua vida? Quanto vale a realização de um sonho ou seu êxito no futuro? O resultado dessa soma nos leva ao valor imensurável de uma boa educação.
Afinal,a educação é o alicerce de um atributo que nos distingue de outros seres, a saber, o conhecimento.

O conhecimento por sua vez se constrói com o uso de boas ferramentas, ou seja, os meios de estudo, todos nas mãos de habilidosos construtores, sim, os professores que tanto se empenham nesse trabalho árduo ao formar cada cidadão apto para o futuro, à prova de todo e qualquer imprevisto que seja capaz de os desmoronar. E o terreno onde todo o nosso conhecimento se constitui é, sem qualquer dúvida, o ambiente escolar.

A escola desempenha um papel fundamental em nossa educação. E assim como não se abandona uma casa de valor por qualquer motivo, também não se abandona a escola de forma alguma. E sim, ao invés, o conhecimento se reforma, nele se faz ajustes, para que cresça tanto quanto necessário a fim de nos expandirmos da escola para outro lugar que, por consequência, conquistarmos como um espaço só nosso, mérito de nosso próprio labor!

Nada do que investimos em educação é perdido, pois sempre, de uma forma ou outra, retorna em dobro para o nosso próprio benefício!

O conhecimento é o único bem que, com o passar do tempo, não perde valor, mas se acrescenta; é o único que, após conquistado, ninguém nos tira, ninguém nos rouba, que não se perde, que não se esquece. É algo que têm início, mas que nunca chega ao fim. É uma necessidade humana que só se satisfaz através da educação.

Nascemos com esse objetivo e, se não o atingirmos até certa altura, tudo será em vão, e nada do que fizermos terá utilidade.

Portanto, que todos nós estejamos bem alicerçados, cientes da riqueza inestimável que temos em mãos e, enfim, a usemos para garantir um futuro melhor. Afinal, é de tijolo em tijolo que se constrói o mundo!

Alene Santos, da Assessoria de comunicação da Secretaria de Educação de Itapeva

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