Brasil: para se evitar o agravamento do caos é preciso serenidade e uma coisa de cada vez

Explodiu, graças à tecnologia da informação em tempo real, redes sociais e o despertar da curiosidade para ver como as coisas são nos países onde a política é algo nobre, filantrópica mesmo e rigorosamente sem fins lucrativos. Nesses, o cidadão paga impostos, mas tem retorno em serviços públicos de primeiríssima qualidade. Não faz sentido pagar IPVA e ainda pagar pedágio, como também por pagar previdência social e saúde e não ter atendimento. 

Os grandes órgãos de imprensa, mídias eletrônicas (TV e internet) principalmente a escrita que nos passava uma ideia manipulada de relativa situação de melhoria, avanços tecnológicos e educacionais, melhoria em moradias e outras, já não nos convence mais. Precisamos e temos direito a mais e o tempo é curto.

O descontentamento está assim: ontem com meia-dúzia foi aceso o estopim, que reuniu milhares e se tornou uma grande tocha, que está viva e cada vez maior e em curso, no itinerário tipo fogo morro acima. As causas? Ah, tem mais de quinhentos anos, mas se pensarmos bem, foram agravadas nas últimas oito décadas.

Da ditadura do Getúlio passando pelo Governo Militar, Trancredos, Sarneys, Itamars, Collors, FHCs, Lulas e Dilmas.  Mas, não foram esses governos sozinhos os responsáveis, e sim, os seus respectivos Congressos (Câmaras Federais e Senados), os quais, por má intensão, ignorância ou omissão da maioria dos seus integrantes, não legislaram de forma justa e adequada e com isso abriu brechas para assim, igualmente agirem as assembleias legislativas e as câmaras municipais.

Consequências: Constituição mal feita ou ultrapassada, Poder Judiciário, Governo Federal, governos estaduais e governos municipais, limitados, de mãos amarradas e reféns do Congresso Nacional, que faz o que bem entender, quando e como quiser.

Muitas vezes o cidadão comum culpa a Justiça e os governos federal, estadual e municipal por todas as mazelas do momento, mas esquecem de que quem faz as regras – Lei – são, em 1º  os congressistas; em 2º as assembleias legislativas e em 3º as câmaras municipais. Os primeiros são tão somente técnicos que seguem essas regras.

O que estamos notando é que o Brasil, por ser um país cosmopolita e outrora pacífico, deixou de sê-lo, diante de tanta corrupção que sempre existiu mas que só começou a vir a público nas últimas três décadas e de forma mais acentuada nesta última década e desnecessário seria citar siglas ou partidos políticos, porque neles todos existem os bons e os maus.

Resumindo: o povo está indo à rua e de forma desorganizada, por muitas bandeiras ao mesmo tempo. Começou com o passe livre que engrossou com outros clamores justos mas entrou no meio até a piada da cura-gay. Assustado, o Congresso esboçou uma reação de trabalho, mas ficou só nisso porque a poeira abaixou, mas isso é perigoso, porque a paciência do povo tem limites.

Hoje, o poder sindical resolveu mostrar que está na ‘parada’, paralisando as rodovias do Brasil. Os prejuízos? Nem te conto. Só depois que fechar a contabilidade

Só há uma maneira de acalmar os ânimos para manutenção de uma democracia: A presidenta precisa de condições para se recompor e assim poder ‘presidentar’ fazendo, até o final de seu mandato, uma boa gestão do dinheiro público, com as aplicações urgentes nos gargalos que mais necessitam. Sem essa de impeachment, destituição ou golpe.  E por suas vezes, os parlamentares congressistas precisam reduzir urgentemente seus números, bem como seus excessos de benefícios, bem nos moldes que a minha amiga Maria Luisa Simões  viu na Suécia. Ou seja, o deputado mora num minúsculo apartamento, com um fogão de duas bocas, uma escrivaninha que basculhada vira cama, usa seu próprio carro para trabalhar e quem paga o seu salário não é o contribuinte, mas o seu partido político.

Finalizando: é preciso que as manifestações sejam pontuais e uma por vez. Tudojuntoemisturadonãodá! Mas, antes disso, é urgente que o Congresso se mexa e dê mostra que realmente, a partir de agora passa a trabalhar em benefício do povo. Caso contrário, a vaca vai pro brejo e o caos estará definitivamente instalado no Brasil.

ItapoNews, e só!

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