Campanha Câncer de Pele: cerca de 500 comparecem e 25 encaminhadas para cirurgia

Mais uma vez, a 13ª Campanha de Prevenção ao Câncer da Pele, promovida pela Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) recebeu grande procura pela população. A iniciativa, que contou com a presença de dermatologistas e estudantes da instituição e foi realizada sábado, 27 de novembro, no Centro de Saúde Escola (CSE), atendeu aproximadamente 500 pessoas. Quarenta graduandos da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp estiveram envolvidos no mutirão. 


No total, 25 pessoas foram encaminhadas para cirurgia no Hospital das Clínicas da FMB, por terem sido diagnosticadas com algum tipo de tumor. Todas passarão por procedimentos dias 17 e 18 de fevereiro. Em 2009, foram atendidas 650 pessoas e 43 passaram por tratamento. 

Para o professor Hamilton Stolf, do Departamento de Dermatologia da FMB e coordenador da campanha, diz ter considerado a série de exames um sucesso, tanto pela possibilidade de diagnosticar precocemente algumas lesões e viabilizar o tratamento, como para prevenir futuros casos da doença. “É natural que, por ser uma campanha realizada há mais de uma década, diminua um pouco a procura com o passar do tempo. Já atendemos muita gente nos últimos anos. Mesmo assim, recebemos um volume grande de homens e mulheres em busca da prevenção, o que é muito bom”, enfatiza.

Sobre o Câncer da Pele
Câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, de acordo com a camada afetada, definimos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares; o mais perigoso é o melanoma. 

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer e o envelhecimento da pele. Ela se concentra nas cabines de bronzeamento artificial e nos raios solares. 

O carcinoma basocelular é o tipo mais freqüente, representando 70% dos casos. É mais comum após os 40 anos, em pessoas de pele clara. Seu surgimento está diretamente ligado à exposição solar acumulada durante a vida. Apesar de não causar metástase, (se espalhar para diferentes órgãos) pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos. 

Como identificar o Câncer de Pele
Além da proteção solar, é importante fazer uma avaliação clínica da pele para prevenir o desenvolvimento da doença. É preciso estar atento a alguns sinais:

Um crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida;

Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;

Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento. ( Leandro Rocha – Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB/Unesp e HCFMB,com informações da Sociedade Brasileira de Dermatologia)
 
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