Campanha: Hemocentro do HC fará campanha para doação de plaquetas

Iniciativa conjunta entre o Tiro de Guerra (TG 02-048) de Botucatu e o Hemocentro do Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina/Unesp (FMB), deverá conscientizar a população  sobre a doação de plaquetas sanguíneas. Com isso, espera-se aumentar o número de voluntários habilitados no Banco de Cadastros de Doadores de Plaquetas existente no hospital.

A ação de conscientização integrará o projeto “Semear”, que deve durar todo o mês de agosto. Em uma primeira fase, cerca de sessenta atiradores do TG serão capacitados sobre informações do que são plaquetas sanguíneas, o funcionamento do processo de doação e como a pessoa pode se tornar doadora voluntária. A partir desta qualificação, os militares farão visitas a mais de três mil residências em pontos diversos do município, onde entregarão panfletos informativos e também farão entrevistas com os moradores através de um questionário.

Na segunda parte do projeto, a equipe responsável pelo Setor de Aférese do Hemocentro do HC fará a análise dos dados obtidos para a posterior inclusão no cadastro de doadores de plaquetas já existente. Atualmente, a lista de voluntários é considerada insuficiente para suprir a demanda necessária aos pacientes atendidos no hospital. Até julho, em média, cinquenta pessoas estavam habilitadas para a doação; contudo, os pedidos excederam a esse contingente disponível. 

“Em muitos momentos chamamos um doador e o mesmo por diversos motivos não comparece. A doação de plaqueta sanguínea é muito restritiva, pois, além de gozar de boa saúde, é preciso atender a uma série de critérios”, explica a médica hematologista e hemoterapeuta Pollyanna Domeny Duarte.

Outra dificuldade enfrentada é a complexidade da doação. Cada voluntário, em uma doação usual, consegue disponibilizar apenas uma unidade de plaqueta por vez e os pacientes geralmente necessitam em torno de sete a dez unidades por transfusão, sem contar que a validade destas é mais curta, de apenas cinco dias. 

Por outro lado, a coleta das plaquetas pelo procedimento de aférese permite que apenas um doador possa garantir a transfusão de um paciente; entretanto, a doação leva, em média, duas horas e é processada por um equipamento específico (máquina de aférese) que separa a plaqueta do restante do sangue. Por estes motivos e por serem os pacientes que necessitam deste tipo de transfusão, todos muito graves e em risco de morte iminente, todas as doações precisam ser realizadas por meio de agendamento prévio, com paciente já em aguardo do uso, o que faz necessária a existência de um amplo cadastro de interessados.

O Hemocentro do Hospital das Clínicas funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 16h30 e aos sábados, das 7 às 13 horas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3811-6041/ ramal 224.

Plaquetas são responsáveis pela coagulação sanguínea

Plaquetas sanguíneas são fragmentos de célula presentes no sangue e responsáveis pela coagulação. A doação destas segue os mesmos critérios da de sangue, com a coleta de amostras para a verificação de tipagem, hemograma (para saber a quantidade de plaquetas) e sorologia – para verificação da ocorrência de Doença de Chagas, Aids, vírus causador de leucemia (HTLV), Hepatites B e C, Sífilis e teste para traço falciforme.

O concentrado de plaquetas doado é utilizado por pacientes portadores de leucemias, dengue, recém-nascidos, pacientes com doenças hemorrágicas em UTI e aqueles que necessitam de cirurgias de alta complexidade como transplantes, cardíaca e politraumatizados graves. Podem ser doadores, homens e mulheres, entre 18 e 60 anos, com peso maior de 50 quilos e com boas condições de saúde. As doações podem ser feitas, pelo mesmo doador, mais de uma vez no mês, sem riscos para o mesmo. Por Flávio Fogueral

 

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