Circulação de caminhões na área central de Itapeva volta a ser debatida

Luiz Cláudio, representante dos caminhoneiros questionou também as multas que estão sendo aplicadas sem critério em sistema de tocaia, sem saber a razão e sem a abordagem do motorista, multado apenas pela placa do veículo, método esse traiçoeiro e ilegal, que traz prejuízo e indignação aos proprietários que estão circulando para ganhar o seu sustento.


O polêmico tema de circulação de caminhões pelas ruas da cidade, principalmente na área central, voltou a ser debatido no Legislativo Itapevense. Na sessão de quinta-feira, 12, ocupou o espaço destinado a Tribuna do Povo o Sr.  Luiz Cláudio Fontes,  que em nome dos motoristas autônomos de Itapeva apresentou reivindicação a respeito de mudanças na lei que trata do trajeto de caminhões na cidade.
 

Segundo Luiz Cláudio essa situação vem trazendo transtorno e prejuízo (combustível e multas) à classe, "pois estamos limitados e ameaçados de exercer o nosso trabalho com dignidade, como se vivêssemos na época da ditadura. O Demutran manda e temos que aceitar, sem antes ser consultado o nosso lado."

Salientou que os motoristas precisam  dos acessos que foram proibidos nas avenidas que transpassam a cidade de um lado a outro, com menos distâncias e mais agilidade, avenidas essas como a Vaticano, Orestes Gonzaga, Revolucionários de 32, Paulina de Moraes, Mário Covas, Higino Marques, Acácio Piedade. Afirmou que em algumas dessas avenidas há postos de combustíveis, oficinas, eletricistas e que eles têm o direito de usar os seus serviços. 

Luiz Cláudio questionou também as multas que estão sendo aplicadas sem critério em sistema de tocaia, sem saber a razão e sem a abordagem do motorista, multado apenas pela placa do veículo, método esse traiçoeiro e ilegal, que traz prejuízo e indignação aos proprietários que estão circulando para ganhar o seu sustento. Argumentou que  não conhece na região cidade com regras como essas que desmerecem esse trabalho. "Nós como motoristas e cidadãos, que pagamos impostos, que geramos empregos e investimentos no nosso setor". Colocam o caminhão como o grande vilão do trânsito, se esquecendo que todas as mercadorias dos mercados, farmácias, materiais de construção chegam de caminhão. 

Citou como exemplo  uma placa de proibição de tráfego de caminhões no Distrito Industrial, o que causa também transtorno e prejuízo para comerciantes e mecânicos. Em bairros mais nobres não se pode transitar, mas na periferia pode. São dois pesos e duas medidas? Isso não está certo. "É uma situação de se pensar num anel viário no Jardim Maringá, para dar melhores condições de trabalho para a categoria", finalizou o orador. 

APOIO A CATEGORIA – Diversos vereadores se manifestaram a respeito dessa polêmica questão, apoiando a reclamação dos motoristas, porém destacando que é preciso também ouvir a comunidade a respeito do assunto. Eles acreditam que é possível discutir o tema com o Demutran e equacionar o problema, para que tanto os profissionais que atuam na área, como os munícipes de uma forma geral, não sejam prejudicados. Existe a preocupação de que a pavimentação de várias ruas não foi feita para suportar um trânsito pesado, e acaba inclusive afetando os imóveis, causando prejuízos aos seus proprietários.

O Presidente Paulo de la Rua concordou que o tema é bastante complexo e assegurou que  será agendada uma reunião com o Departamento Municipal de Trânsito, vereadores e uma comissão de motoristas para discutir o assunto, analisar a legislação atual que trata da proibição de tráfego de caminhos em vários pontos da cidade e chegar a um consenso sobre as mudanças que podem ser efetuadas.

Os vereadores Júnior Guari, Margarido, Comeron, Paulo Tarzã, Oziel Pires, Áurea Rosa, Ney Gonçalves e Eliel Ferreira se colocaram à disposição da categoria para debater o assunto e buscar uma alternativa viável para essa situação.  (Com a Assessoria de Imprensa da CMI).
 
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