CPI do Pedágio no PR avança na investigação e nas primeiras oitivas fica claro que os contratos foram mal feitos

Deputado Nereu Moura(PMDB)As concessões foram feitas para beneficiar só os donos de pedágios em detrimento da população, com grande impacto no agronegócio, praticamente a principal base econômica do Estado – O deputado Nereu Moura participou na manhã desta terça-feira (22), da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, que investiga os pedágios do Paraná. …

Na sessão foram ouvidos o Presidente da FAEP, Ágide Meneguette e o ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagens – DER, Rogério Tizzot.

Durante os trabalhos concluiu-se que realmente os contratos que permitiram a concessão das rodovias do Estado do Paraná foram mau feitos e com grandes prejuízos à população. Todas as cláusulas e compromissos sempre foram estabelecidos no sentido de favorecer os donos do pedágio, em detrimento dos interesses populares. O Presidente da FAEP, Ágide Meneguette em seu depoimento disse que é necessário reduzir a tarifa e investir na construção de melhorias nas rodovias que abrangem os anéis de integração.

“O agronegócio paranaense não agüenta mais pagar por um pedágio tão abusivo, que ainda por cima não observa investimentos compatíveis com a tarifa elevada verificada nas praças das rodovias”. Comprometeu-se ainda o dirigente sindical em ajudar a Assembleia legislativa a desatar este nó.

Já o ex-diretor do DER, Rogério Tizzot, fez uma explanação do seu período como alto dirigente do Departamento de Estradas de Rodagens quando o Paraná foi governado pelo Senador Roberto Requião.

Naquela época, procurou-se o caminho da justiça para discutir os contratos, buscando eliminar os exageros e revisando no sentido de atender as demandas da sociedade. Todavia, em todas as ações movidas pelo poder Executivo Estadual, a justiça deu ganho de causa às Concessionárias das rodovias.

O engenheiro Rogério Tissot, também entende que os contratos foram mau feitos e até suspeitou que pudessem ter sido influenciados por interesses estranhos às necessidades do Estado do Paraná.

Segundo ele, os aditivos feitos em 2000 e 2002 e a ata homologada em 2005, são todos nulos, tendo em vista que não atenderam às exigências legais, éticas e a vontade soberana do povo paranaense. Para o ex-diretor do DER é fundamental o trabalho da CPI objetivando passar a limpo a caixa preta do pedágio.

O deputado Nereu Moura ficou muito satisfeito com as oitivas e acredita com muita convicção que os trabalhos irão resultar em grandes benefícios com o reestudo dos contratos, a diminuição das tarifas, a implementação de um plano de obras para melhoria das rodovias e a proibição do prolongamento do prazo dos contratos.

“Esses documentos tem que acabar por aí, não podem ser prorrogados em hipótese alguma”, disse o parlamentar peemedebista. (Com a assessoria do deputado Nereu Moura)

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