Dia Internacional da Mulher

A menina Martina Maturana, 12 anos, heroina no ChileDia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Esta comemoração tem um objetivo de perpetuar uma cultura de lutas deste ser humano que ao longo da história sempre esteve submisso ao homem em todas as partes do planeta. Mas, para se chegar a esta comemoração mundial, um fato bárbaro contra essas indefesas pesou muito nas histórias de luta: a das cerca de 130 operárias de uma fábrica de tecidos nos EUA que foram mortas, queimadas vivas, porque apenas queriam uma redução na carga absurda de 16 horas de trabalho. Isso, no dia 8 de março de 1857, em Nova Iorque.

Por outro lado, de acordo interpretação do Itaponews, um fato recente que mostra um lado agradável dentre tantas tragédias relacionadas, é a história da menina chilena, Martina Maturana, 12 anos, que apesar da simplicidade, logo depois do terremoto do Chile,  teve uma grande sensibilidade e agiu rápido para evitar a morte dos 850 moradores da sua localidade.

Martina Maturano, 12 anos, heroína chilena

Ela saiu correndo avisando nas casas e depois foi até a praça da ilha, para tocar o sino que completou o aviso de alerta para os 800 moradores e 50 turistas que estavam na ilha subirem até aos pontos mais altos, para escaparem das tsunamis (ondas gigantes) que varreram tudo. Ela virou heroína local ao evitar uma tragédia maior e ganhou destaque em todos os órgãos de imprensa do mundo.

História do 8 de março

"No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História

1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas

1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres

1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças

1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina

1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

História da participação das mulheres na política

Durante grande parte da História do Brasil, as mulheres não tiveram participação na política, pois a elas eram negados os principais direitos políticos como, por exemplo, votar e se candidatar. Somente em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito do voto. Também puderam se candidatar a cargos políticos. Nas eleições de 1933, a doutora Carlota Prereira de Queirós foi eleita, tornando-se a primeira mulher deputada federal brasileira.

Principais conquistas das mulheres na política brasileira

– Em 1932, as mulheres brasileiras conquistam o direito de participar das eleições como eleitoras e candidatas.

– Em 1933, Carlota Prereira de Queirós tornou-se a primeira deputada federal brasileira

– Em 1979, Euníce Michiles tornou-se a primeira senadora do Brasil.

– Entre 24 de agosto de 1982 e 15 de março de 1985, o Brasil teve a primeira mulher ministra. Foi Esther de Figueiredo Ferraz, ocupando a pasta da Educação e Cultura.

– Em 1989, ocorre a primeira candidatura de uma mulher para a presidência da República. A candidata era Maria Pio de Abreu, do PN (Partido Nacional).

– Em 1995, Roseana Sarney tornou-se a primeira governadora brasileira." do www.suapesquisa.com

Em ações humanitárias, passamos a ter uma heroína brasileira, a Dra. Zilda Arns, que com ações voluntárias conseguiu reduzir a mortalidade infantil no Brasil, que tinha um péssimo índice no ranking mundial. Ela conseguiu sensibilizar o governo que passou a desenvolver ações políticas nesse sentido.

Outra que merece grande destaque é a Maria da Penha, que, em decorrência da violência do marido anda agora em uma cadeira de rodas. Mas sua luta contra a violência doméstica praticada por maridos e companheiros, sensibilizou o Congresso Nacional que acabou aprovando uma lei que pune os agressores. Essa lei ganhou o nome de Lei Maria da Penha.

 

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