Do Japão: itaporanguense fala como estão as coisas por lá

O itaporanguense William Muller Takeyama, 25 anos, filho de João Takeyama e Cleide Muller Takeyama, que está há 11 anos no Japão, conversou agora pouco por internet com o Itaponews. Ele trabalha com TI (Tecnologia de Informação), é solteiro e namora a japonesa  Aiko Hamada. Reside na cidade de Isehara, província de kanagawa que  segundo ele, fica a 200 ou 300 quilômetros do epicentro do terremoto que gerou tsunamis que já mataram cerca de 400 pessoas.

No momento do terremoto ele estava no trabalho, no 11º. andar da empresa  localizada em Toyosu, Bairro Kōtō, em Tokyo. Disse que a dois dias atrás já havia dado um forte terremoto lá. “Mas este foi mais forte e demorou vários minutos. No começo o pessoal se assustou, pegou capacete e entrou debaixo de mesa, mas, depois ficaram calmos”, conta.

Sobre contato com a família, “Assim que tomamos conhecimento da gravidade, tentei ligar para os meus pais no Brasil, para tranquilizá-los, mas os telefones não funcionavam. Mandei mensagem pelo celular e também postei mensagem no Facebook. Só consegui telefonar lá pelas 22h, 10h da manhã aí no Brasil”, disse.

William Muller Takeyama e sua namorada, Aiko Hamada

Willian conta que o transporte coletivo teve um colapso e os trens e metrôs deixaram de funcionar. “Consegui chegar em casa só lá pelas 3h da madrugada. Ficamos sem luz e água até às 22hs”. Hoje(sábado) aqui no Brasil e domingo no Japão ele está de folga, mas deverá voltar ao trabalho na segunda.

Questionado se já estaria acostumado com os constantes terremotos no Japão, Willian diz: “Acostumar? Não tem como. Sempre assusta. Eu já estava pensando em voltar, dentro de 2 ou 3 anos. Mas acho que vou repensar”, informa.

Ele contou também que de Itaporanga, tem vários amigos e parentes no Japão, e que já conseguiu se comunicar com quase todos e eles estão bem. Disse também que conhece vários das cidades de cobertura do Itaponews, ou seja, além de Itaporanga, Riversul, Barão de Antonina, Cel. Macedo, Taquarituba, Itaí, Santana do Itararé, Salto do Itararé, Itapeva, Itararé, Avaré e Botucatu.

De acordo com os noticiários internacionais, as centrais nucleares de Fukushima Daichi (6 reatores) e Fukushima Daini (4 reatores), localizadas no nordeste do Japão, foram parcialmente atingidas pelo terremoto e estão paralisadas, porém, devido ao aquecimento, estão liberando gases para evitar uma explosão. 45 mil pessoas da região dessas usinas foram evacuadas, e os EUA enviaram um líquido para resfriamento dessas usinas atingidas.

“Sobre a possibilidade de explosão a imprensa daqui não fala muito. Mas informam que os gases radioativos estão sendo liberados e o vento está ajudando, assoprando em direção ao mar”, conta Willian

Segundo ele, na região onde está, telefone, saneamento e energia estão normal. Transporte ainda tem muitas linhas de trem e metrô paradas e algumas estradas estão fechadas.Tenho notícia  que talvez falte energia esta noite. Um amigo japonês me informou que na região dele, Província de Chiba, está faltando água”, finalizou.

 

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