Enchentes em SP: Alckmin inicia obras de desassoreamento do Rio Pinheiros

Somado ao trabalho no Tietê, mais de 4 milhões de m³ de sedimentos serão removidos dos principais rios da região metropolitana – Mais uma etapa no trabalho de combate e prevenção de enchentes na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) começou nesta quarta-feira, 1º de junho, quando o governador Geraldo Alckmin iniciou o desassoreamento do Rio Pinheiros.

A previsão é de que, do total de 1,5 milhão de m³ de sedimentos, sejam removidos 500 mil m³ ainda neste ano, ficando o restante para 2012. 


“Uma boa notícia é o início, na época de estiagem, da retirada de 1,5 milhão de m³ de material assoreado aqui do Rio Pinheiros, ao longo de 25 quilômetros. Temos mais 300 mil m³ do contrato anterior, então vai dar 1,8 milhão de m³. E a gente pretende, até as chuvas no final do ano, tirar 800 mil m³. E depois desse contrato o rio estará na batimetria correta e aí é só a manutenção ano a ano”, afirmou o governador. 

O serviço, inicialmente orçado em R$ 103 milhões, sofreu uma redução de quase R$ 30 milhões no processo licitatório, fechando no valor final de R$ 71,8 milhões. "A iniciativa tem o objetivo de aumentar a confiabilidade e disponibilidade do sistema de controle de cheias do rio Pinheiros", explica o secretário estadual de Energia, José Aníbal. As empresas que vão executar o desassoreamento foram contratadas pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), ligada à Secretaria de Energia e responsável pela manutenção do rio. 

O desassoreamento do Rio Pinheiros é uma das medidas anunciadas pelo governador no começo deste ano. De lá para cá, diversas ações foram tomadas, como a construção de piscinões e a canalização de córregos. Na quinta-feira passada, o governador iniciou o desassoreamento do Tietê, um trabalho de R$ 107,6 milhões que vai remover 2,7 milhões de m³ de sedimentos ao longo de 41 quilômetros do rio. 

“No Tietê, serão retirados 2,7 milhões de m³. As dragas já estão trabalhando há 10 dias. Então nós vamos ter para as próximas chuvas uma capacidade de elevação na calha do Tietê e do Pinheiros muito boa. O que vai evitar, a não ser em casos excepcionais, transbordamento e vai ajudar toda a macrodrenagem da Região Metropolitana de São Paulo”, disse Alckmin. 

A obra 

Os trabalhos no Rio Pinheiros foram divididos em dois lotes. No primeiro, que vai da usina elevatória de Pedreira até a usina elevatória de Traição, nas proximidades da ponte Ary Torres, a previsão é remover 1 milhão de m³ de sedimentos e 23 mil m³ de material rochoso. O prazo de conclusão dos trabalhos é de 20 meses e o valor do contrato é R$ 54 milhões. 

Já o segundo lote, que compreende o trecho entre a usina elevatória da Traição e a estrutura de Retiro, nas proximidades do "Cebolão", prevê um volume de retirada de 500 mil m³ de sedimentos e cerca de oito mil m³ de rochas. O prazo também é de 20 meses e o valor do contrato é R$ 17,8 milhões. 

Ficha Técnica 

Lote 1 

Empresa: Consórcio ETC & Ester 

Volume de material (sedimentos): 1 milhão de m³ 

Volume de rocha: 23 mil m³ 

Prazo: 20 meses 

Valor: R$ 54 milhões 

Lote 2 

Empresa: Consórcio Enterpa, DP Barros e Anastácio 

Volume de material (sedimentos): 500 mil m³ 

Volume de rocha: 8,3 mil m³ 

Prazo: 20 meses 

Valor: R$ 17,8 milhões
 
 
Compartilhar

Notícias relacionadas