Escritor Jorge Facury visita Itaporanga

 

No final da semana passada o professor, escritor e ufólogo Jorge Facury, figura de destaque no meio cultural de Sorocaba, esteve em Itaporanga, acompanhado do amigo, empresário e também escritor Luiz Nitsche.

Os dois estiveram primeiramente no colégio da Associação Magister de Ensino, onde Facury ministrou palestras, e à noite, também na Loja Maçônica de Itaporanga.

Em entrevista ao ItapoNews, Facury fala sobre essa atividade em Itaporanga e sobre Ufologia, comenta as cartas perfeitas e misteriosas endereçadas a ele.

1  – Nos fale sobre as palestras e os temas tratados nelas no Colégio Objetivo e na Maçonaria, à noite.

A temática abordada no colégio Objetivo foi a experiência de escrita dos meus livros, como desenvolvi essa jornada e a importância do resgate de memórias pessoais do que tomei consciência enquanto trabalhei num sanatório de Hansenianos em Itu. O foco era mostrar que a verdadeira morte é o esquecimento. Que resgatar histórias de vida, de qualquer pessoa, é um dos mais nobres exercícios a jornada humana na Terra. O que se perde, morreu realmente. O encontro também enveredou pelo tema da Ufologia por questionamento dos alunos, que se mostraram extremamente interessados.

2 – Como e quando surgiu o seu interesse por ufologia?

Eu tinha 14 anos de idade. Vi uma notícia no jornal Nacional de que a Força Aérea estava em estado de alerta por causa de Óvnis nos céus de Goiás ( era 1979) e encasquetei com a notícia…. Perguntas e perguntas começaram a me rondar….. Folheando uma revista Manchete encontrei uma lista de livros sendo um específico de Ufologia: TODA A VERDADE SOBRE OS DISCOS VOADORES de Ralph Blum e Juddy Blum…. Encomendei de imediato a obra, recebi por correio e devorei o livro, aí não parei mais. Com 16 anos já estava com uma coluna semanal no jornal da cidade (Tatuí) onde escrevia sobre o tema. Conheci muitas pessoas, leitores que me procuraram.

3 – Sobre as cartas misteriosas, quantas exatamente são e a partir de quando você começou a recebe-las? Parou ou continua recebendo? Elas seriam escritas por seres de outros planetas?

Não sei até o momento quantas são, nunca contei, mas, com certeza mais de duzentas, todas longas e bem trabalhadas…. De português impecável e cheias de conteúdo de aprendizado. Comecei a receber a partir do início de 1982. Parei de recebê-las por volta de 1999…. Houve uma temporã em 2005. Sim, seres de outro sistema, envolvidos em nossa sociedade, para aprendizado e contribuição ao nosso progresso.

4 – Nesta altura já dá para formar uma opinião ou uma interpretação dos conteúdos das cartas e esses teriam ou não algum objetivo? Qual?

Sim e não. No geral, são conteúdos claramente voltados ao crescimento do destinatário, no caso, eu, muito jovem. Os temas eram avançados e requeriam bastante interesse pela continuidade, pois seria muito fácil abandonar tudo pelo caminho, mas, me envolvi emocionalmente. O objetivo inicial foi me responder, porque os procurei através de um anúncio em uma revista de circulação nacional e disseram que fizeram isso por amor, pois eu era muito imaturo, mas, não queriam que zombeteiros brincassem com meus sentimentos que eles reconheciam como real e sincero.

5 – Você foi até a cidade de origem da postagem, São Lourenço-MG para investigar e tentar chegar ao remetente. E o que você descobriu?

Nada que já não tivessem me adiantado, ou seja, que a pessoa do endereço (único usado) não tinha consciência dos fatos. Era uma senhora de idade. Conversei com ela e ela me disse não entender o que eu estava dizendo ou as pessoas que estava procurando…

6 – Sobre a veracidade ou uma eventual fraude dessas correspondências?

Não sei como se poderia trabalhar com a ideia de fraude, porque não é o caso de documento falso ou coisa semelhante. O volume de cartas apenas atesta o trabalho de um ou mais escreventes, durante anos, com muita dedicação. Veracidade sobre os fatos descritos também não se pode ter muito claramente. O caso está em aberto.

7 – Na sua opinião, porque você acha que foi escolhido para recebe-las. E você as tem respondido?

Fui escolhido porque procurei (de muitas formas), busquei respostas até o ponto de publicar um anúncio de ampla divulgação. Sempre as respondi. Hoje não mais.

8 – Parece-nos que você tem um projeto de publicar em livro todas essas correspondências. Fale-nos sobre isso.

Na verdade não pensava nisso, mas, mas muitas pessoas ao saberem da história, me impulsionam a isso. Ainda é uma ideia, mas, nada decidido. Para complementar, quero dizer que hoje, com o advento de alguma maturidade (digo alguma porque esta sempre se aprofunda em todos os seres) imagino que tudo foi uma experiência psicológica à distância, um jogo psíquico muito forte e muito de minha forma de escrever tem efeito direto disso. Também muitas visões que tenho da vida, estão diretamente ligadas. Desde os 17 anos eles me apresentaram o sentido de Justiça, Verdade., Poder de escolha, relação com o Criador, visões sobre a vida , morte e vida coletiva. Enfim, foram professores invisíveis. Por isso dediquei um pequeno livro recente ( LAMPEJANDO 2) à primeira pessoa que me escreveu, uma mulher de nome Eliette. Nada afirmo sobre isso tudo quanto ao caráter fantástico. A muitos parecerá que seja algo sobrenatural, a outros que não. A mim, foi uma misteriosa e inesquecível experiência, um aprendizado sem precedentes e do qual ainda não encontrei caso semelhante (quem sabe ainda possa acontecer e seria fantástico).

Agradeço pela oportunidade de falar (escrever) ao Itaponews.

Quem é  – Jorge Facury, professor, historiador e ufólogo (aprendiz como se define), nasceu em Tatuí em 1965.
Começou a escrever em 1981 para o semanário tatuiano Integração. Manteve durante meses uma coluna em que tratava de temas ligados ao estudo da Ufologia.
Tinha 16 anos de idade. Foi articulista em caráter livre para jornais de Sorocaba e região, em diversas ocasiões.
Foi membro do Conselho Editorial da revista UFO, principal publicação especializada no estudo de Ufologia no país.
Nesta linha, escreveu um pequeno livro intitulado OVNI em Sorocaba, em que conta episódios relacionados ao “Caso Mariquinha”, acontecimento que marcou a história popular de Sorocaba.
Publicou ainda os livros:
Rubião, o Velho – Contos de Sonho Acordado, obra patrocinada pela LINC (2007), e os livros de bolso Os Viajantes e outras Histórias (contos), que participou do projeto “Livro na Mesa”, Um Brilho no Céu de Outubro (crônicas), Os mestres Lamparinos (contos), que inaugurou o projeto “Leia Mais”, Lampejando (reflexões) e o opúsculo Contos de Natal, Assim Me Contaram (histórias contadas por moradores de Sorocaba), O Carvalho, O Apito da Memória.


Veja mais sobre o escritor http://www.jorgefacury.com.br

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1 Comentário
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Luis
Luis
9 de novembro de 2015 00:08

Muito bom para Itaporanga estar aberto a novos assuntos sobre espiritualidade e óvnis, penso que as pessoas ainda se sentem carentes desse assunto importante nos dias de hoje, como estamos evoluindo o conhecimento é chave de nossa libertação, compressão do Universo aonde estamos inseridos. Abraços