Geni morre atropelada em acidente de trânsito na SP-281

 

O motorista, o advogado Leonel dos Santos Lino, 33 anos, não fugiu do local, tomou as providências de comunicar a Polícia, de chamar o SAMU e de permanecer à disposição das autoridades até o final do registro da ocorrência feita pelo escrivão Trajano de Oliveira Filho, na Delegacia de Polícia de Itaporanga

Segundo o boletim de ocorrência, por volta das 19h20 desta quinta-feira (08), Leonel, conduzindo o seu veículo, chegava a Itaporanga vindo da cidade de Wenceslau Braz, pela SP-281 (Rodovia Juventino Patriarca), quando no KM 57 +700 m (Chácara Gimenes) avistou uma mulher no meio da pista, tentou desviar, mas não conseguiu e acabou atingindo a mulher com o lado direito do veículo. Parou e imediatamente acionou a Polícia Militar e o SAMU para atendimento da vítima que aparentava estar embriagada.

A vítima, Geni Corrêa Rufino, 48 anos, foi socorrida pelo SAMU e levada ao Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças, mas, durante o RX, faleceu devido às várias fraturas.

Geni, era alcoólatra, franzina, tinha voz grave mas falava pouco, o suficiente para pedir uns trocados para a bebida. Se dessem, tudo bem, se não dessem, a mesma coisa: não encrencava. Morava com um companheiro também alcoólatra na beira da rodovia, no Bairro da Biquinha.

E apesar de ser de ser alcoólatra, Geni era bastante conhecida e benquista na cidade, pois não arrumava confusão, não fazia escândalos e não falava alto. Estava sempre sorrindo, na dela. Não foi casada, porém teve 7 ou 9 filhos, e todos foram adotados por famílias de Itaporanga.

Sua morte repercutiu rapidamente pela internet e sensibilizou os usuários do Facebook, que durante o dia de hoje fizeram a clássica postagem de luto, com uma foto dela. Mas essa comoção foi só da boca para fora, atrás de um PC ou celular. Se esperava muito mais gente no seu velório na Vila São Pedro e no seu sepultamento.

A pedido de uma irmã, o corpo de Geni foi levado para ser velado na Capela da Vila São Pedro. Teve pouca visitação, quase só do pessoal do bairro e apenas três coroas e um vaso de flor: uma do Newton do Açougue, e duas Dos Amigos da Geni, e o vaso de um da família Froes. As despesas do funeral foi dividida em quatro e sabe-se que a Sra. Ione Luck, sempre presente, bancou  a aquisição do terreno para o seu sepultamento, realizado no Cemitério de Itaporanga com a presença de cerca de 100 pessoas, por volta das 16h desta sexta-feira (09) após os rituais católicos de corpo presente, realizados pelo padre Roberto Xavier.

O ItapoNews ouviu o advogado Leonel, que educado e atencioso falou sobre o assunto.

“Olha, lamento muito a morte da Geni e eu estou muito mal por isso. Ninguém faria isso de propósito e ninguém também gostaria de passar pelo que estou passando. Eu estava a 80 km/h, tentei desviar pela esquerda, mas não deu. Parei, e vendo a gravidade da vítima, chamei a polícia e o Samu. Tentei e fiz tudo o que estava ao meu alcance. Não fugi, permaneci no local até a vítima ser socorrida e esperei a chegada das polícias militar, civil e rodoviária. E permaneci à disposição deles até o final do registro da ocorrência que terminou na delegacia. Espero que mais ninguém venha passar por isso”, encerrou o advogado Leonel, que foi indiciado por Homicídio Culposo (sem intenção de matar) na direção de veículo automotor.

Compartilhar

Notícias relacionadas