Governo do Paraná sanciona lei antifumo na próxima terça-feira(29)

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli, confirmou nesta quinta-feira (24) que o governador Roberto Requião vai sancionar a lei antifumo na próxima terça-feira (29) durante reunião da Escola de Governo. O projeto aprovado no legislativo reuniu quatro propostas antibagistas dos deputados Stephanes Júnior, Antônio Belinati, Romanelli e do próprio governador Requião.

“Aprovamos a redação final do projeto na terça-feira (22) e o presidente Nelson Justus vai encaminhar ao governador nesta sexta-feira (25). Requião já adiantou que pretende sancioná-la na terça-feira (29) na reunião da Escola de Governo”, disse Romanelli.

SAÚDE PÚBLICA – Romanelli destacou que a aprovação do projeto de lei é um marco no legislativo porque promoveu um intenso debate sobre a saúde pública. “A sociedade, por meio de inúmeras entidades e personalidades, manifestou maciçamente, nos últimos dias, seu apoio à decisão da Assembleia Legislativa que baniu o uso do tabaco dos ambientes coletivos fechados em todo o Paraná”, disse.

“Essas manifestações reforçam a certeza de que a votação esmagadora dos deputados significou um alento para todos aqueles que lutam pela melhoria das condições de saúde da população”, completou.

CIDADES E ESTADOS – Com a sanção da lei, o Paraná soma-se aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas que já haviam proibido o fumo em ambientes fechados. Também as cidades de Curitiba, Recife, Belém, Foz do Iguaçu, Londrina e João Pessoas adotaram legislação semelhante, exemplo que deve ser seguido em breve pelos municípios de Pelotas (RS), Aracaju (SE) e Campo Grande (MS), bem como pelos estados do Espírito Santo, Rondônia, Maranhão e Pará.

“O fato de tantas cidades e estados terem aprovado leis de restrição ao fumo mostra que a consciência social antitabagista engendra um movimento potente e irreversível. Estamos ao lado da saúde, e isso é fácil de se entender”, disse Romanelli.

PREVENÇÃO – O deputado acredita que num prazo de 10 anos se reduzirá, de forma significativa, o número de fumantes no Estado. Ele divulgou dois estudos americanos (leia matéria abaixo) sobre leis antifumo que compravam redução de ataques cardíacos em um terço. “É mais uma comprovação que o Paraná está certo que banir o fumo de ambientes fechados. Já disse que em 10 anos, vamos ter resultados mais do que satisfatório dessa prevenção”, disse Romanelli.

Hoje estudos apontam que 18% dos curitibanos são fumantes e cerca de 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência dos males causados pelo tabagismo. “Nossa meta é contribuir para que esse número caia paulatinamente até a extinção total do uso do tabaco”.

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Leis antifumo reduzem ataques
cardíacos, revelam dois estudos

O deputado Luiz Claudio Romanelli, líder do Governo na Assembleia Legislativa, divulgou nesta quinta-feira (24) reportagem da agência “BBC Brasil” que mostra estudos sobre leis antifumo que compravam redução de ataques cardíacos em um terço. “São dois estudos americanos que indicam que as leis antifumo tiveram um impacto bem maior do que o esperado na prevenção de ataques cardíacos”, disse Romanelli. Os estudos apontam ainda a prevenção de câncer de pulmão de enfisema.

Conforme os estudos divulgados nessa semana, o número de ataques cardíacos na Europa e América do Norte chegou a cair em torno de um terço após a introdução das leis que proíbem o fumo em locais públicos. “É mais uma comprovação que o Paraná está certo que banir o fumo de ambientes fechados. Já disse que em 10 anos, vamos ter resultados mais do que satisfatório dessa prevenção”, disse Romanelli.

REDUÇÃO – Segundo a BBC, o primeiro estudo, da Universidade do Kansas, realizou uma revisão sistemática de 10 relatórios de 11 regiões diferentes nos EUA, Canadá e Europa que adotaram as leis antifumo. Os resultados – publicados na revista científica Journal of the American College of Cardiology – indicam que o número de ataques cardíacos reduziu em até 26% por ano depois da adoção das leis.

“A proibição do fumo em locais públicos parece ser tremendamente eficaz em reduzir os ataques cardíacos e, teoricamente, também podem prevenir o câncer de pulmão e o enfisema”, afirmou David Meyers, que liderou a pesquisa.

Segundo ele, os benefícios cardíacos aumentaram conforme o tempo de vigência das leis. O pesquisador afirma que os primeiros efeitos positivos puderam ser percebidos logo nos três primeiros meses de vigência das leis, quando o número de ataques cardíacos já apresentou um declínio.

EFEITO POSITIVO – A segunda pesquisa sobre o assunto, realizada pela Universidade da Califórnia e publicado na revista científica Circulation, analisou 13 pesquisas sobre o tema realizadas na América do Norte, Itália, Escócia e Irlanda.

Os resultados mostram que, apesar das diferenças regionais, a redução do risco de ataques cardíacos após a adoção das leis antifumo foram consistentes e chegaram a 17% apenas no primeiro ano de vigência da lei.

Assim como na pesquisa anterior, o impacto positivo das leis também aumentou conforme o tempo de vigência da legislação e o risco de ataques cardíacos chegou a cair 36% nos três anos após a adoção das novas leis. “Obviamente não vamos reduzir os ataques cardíacos a zero, mas essas descobertas nos dão provas de que no curto e médio prazo, a proibição dos fumos em locais públicos prevenirá muitos ataques”, disse James Lightwood, que liderou a pesquisa.

FUMANTE PASSIVO – “O estudo contribui para as fortes evidências de que o fumo passivo causa ataques cardíacos e que aprovar leis antifumo em locais de trabalho e espaços públicos é algo que podemos fazer para proteger o público”, afirmou o pesquisador.

De acordo com Ellen Mason, da ONG British Heart Foundation, o estudo mostra o impacto positivo das legislações que proíbem o fumo em locais públicos na saúde cardíaca. “As estatísticas mostram ainda a rapidez com a qual os benefícios podem ser sentidos depois da adoção das leis e indicam como o fumo passivo pode ser perigoso para o coração”, disse Mason
 

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