HC faz mutirão de cirurgias em pacientes com câncer de pele

Para desafogar o número de cirurgias contra o câncer de pele acumuladas em seu ambulatório de dermatologia, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (HCFMB) realizou, de 8 a 10 de dezembro, seu terceiro mutirão de procedimentos desse tipo no ano.  Realizado através de iniciativa do Departamento de Dermatologia da FMB, o mutirão atendeu…

 

…nesses três dias de atividades, 48 pacientes oriundos dos 68 municípios de abrangência do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS VI). Todos passaram pelos procedimentos e tiveram alta no mesmo dia. 

Estiveram envolvidos no mutirão seis médicos residentes coordenados por três professores do Departamento de Dermatologia da FMB. O suporte ficou a cargo de duas enfermeiras e duas auxiliares de enfermagem. Foram realizados procedimentos para a retirada do Carcinoma Espinocelular- tumor maligno, representando cerca de 20% a 25% dos cânceres da pele- e o Carcinoma Basocelular- que apesar de ter baixa mortalidade, produz sérios danos estéticos no paciente. Ambos os tipos ocorrem na face da pessoa.

Todos os pacientes atendidos continuarão a receber acompanhamento clínico após a cirurgia para avaliação dos casos. Segundo Hamilton Stolf, professor do Departamento de Dermatologia e um dos responsáveis pelo mutirão, a iniciativa visa reduzir o grande número de casos que o hospital atende durante o ano. Também se tornou uma forma de agir precocemente contra a doença nos casos diagnosticados como mais sérios pela equipe médica.
 
“Atualmente, há uma maior incidência de casos de câncer de pele e o HCFMB tornou-se um dos centros de referência no atendimento a essa doença no interior paulista. A iniciativa de realizar mutirões vem a atender a demanda crescente e, ao mesmo tempo, desafogar a agenda de atendimentos durante o ano”, ressaltou. O médico reforça ainda que o número de cirurgias desse tipo já ocupa toda a agenda do ambulatório até meados de 2011.

Prof. Stolf salienta ainda que é imprescindível que o câncer seja detectado precocemente, o que facilita o tratamento e proporciona melhores resultados. “A detecção e tratamento nos estágios iniciais dão maior perspectiva de cura à doença. Quanto mais cedo se consegue detectar e tratar o problema, as cirurgias tendem a ser simples e sem prejuízo estético ao paciente”, complementa.

Integraram a equipe os professores Hamilton Stolf, Luciana Abade, Heloísa Campos e as enfermeiras Karen Menozzi e Liriane Garita. As auxiliares de enfermagem Selma Santos e Aparecida Cunha também deram apoio aos trabalhos. (Flávio Fogueral/Jornal da FMB)
 
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