HC/Unesp passa a oferecer atendimento de acupuntura

Desde março deste ano, o Hospital das Clínicas/Unesp (HC) oferece  tratamento utilizando acupuntura. Os atendimentos são realizados nos   blocos I e II, onde já eram atendidos os pacientes da Terapia Antálgica. A médica acupunturista Dra. Doris Bedoya Henao é a responsável pelo  serviço, que é oferecido em três salas. Confira entrevista.

Dra. Doris formou-se na Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) em 1985, especializou-se em acupuntura pelo Instituto Eu Won Lee e Escola Paulista de Medicina. É mestre em Clínica Médica e doutora em Anestesiologia.

Em entrevista ao Jornal da FMB ela conta como foi   estruturada a oferta desse tratamento e fala também sobre as  particularidades da técnica oriental que trata diversos tipos de  dores, sejam elas agudas ou crônicas.

Confira os principais trechos:

 

 Jornal da FMB –  Como nasceu a ideia de se criar esse serviço no HC?

 

Dra. Doris Bedoya Henao – A acupuntura é considerada uma especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina desde Agosto de 1995, devendo estar inserida tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) como nas faculdades de medicina.  Em 1995, o Dr. Lino Lemonica me convidou para fazer parte do ambulatório de Terapia Antálgica como médica acupunturista voluntária, tratando diversos tipos de dor tanto aguda como crônica com acupuntura.  Em 1998, o Dr. Antônio P. Cyrino, sugeriu abrir um atendimento no Centro de Saúde Escola (CSE) tratando patologias de diversas origens.

 

Em janeiro deste ano, após uma reunião com o Dr. André Balbi, diretor clinico do HC, viu-se a necessidade de abrir um ambulatório  com acupuntura médica, considerando que o HC é referência regional e recebe encaminhamentos de varias cidades. Sabemos que esta atividade vai servir de estímulo aos alunos e residentes de diversas áreas, tornando a acupuntura uma prática cada vez mais utilizada.

 J. da FMB – Quem pode utilizar o tratamento? Serão pessoas de toda a região de abrangência do HC?

 

Dra. Doris Bedoya Henao – Todo paciente que apresente uma doença sem dano anatômico pode fazer este tipo de tratamento, como por exemplo: casos de dor aguda e crônica, ansiedade, depressão, entre outros. Como terapia complementar nos casos em que o paciente apresente dano anatômico e/ou doenças degenerativas. Todas as pessoas da região de abrangência do HC têm acesso a este tipo de atendimento

 Jornal da FMB – Quais outras unidades de referência oferecem esse serviço?

 Dra. Doris Bedoya Henao – Em Botucatu, além do HC, o serviço é oferecido no Centro de Saúde Escola (CSE), mas o atendimento se restringe somente aos moradores da Vila dos Lavradores.

 Jornal da FMB –  Quais os principais benefícios da acupuntura?

  Dra. Doris Bedoya Henao – O principal beneficio é o equilíbrio orgânico do individuo como um todo, sob o ponto de vista físico, emocional e espiritual; a inserção de agulhas nos pontos específicos localizados nos canais de energia (meridianos), equilibrando a energia vital do individuo e consequentemente liberando endorfinas (produzida em resposta à atividade física, visando relaxar e dar prazer) que atuam no organismo.

 Jornal da FMB –  Fale sobre a equipe que ficará responsável pelos atendimentos.

 Dra. Doris Bedoya Henao – A equipe  é formada por um funcionário responsável pelo agendamento dos pacientes, uma médica, uma enfermeira e auxiliares de enfermagem.

 O serviço de acupuntura, em um primeiro momento, estará associado   ao serviço de homeopatia, já existente no HC. Desta forma, a unidade  passa a contar com um serviço de homeopatia e acupuntura bastante inovador, que trará diversos benefícios aos usuários do hospital. 

Jornal da FMB – A senhora acha que pode haver algum tipo de preconceito por parte da população, talvez até por desconhecimento?

 Nos dias de hoje há conscientização da classe médica e população para a aplicação desta terapia. Cabe lembrar que anos atrás havia preconceito, pois não havia muito esclarecimento sobre o assunto. Atualmente, tem crescido a procura por essa especialidade médica. Ressaltando que o atendimento deve ser realizado por médicos especializados na área.

 

Leandro Rocha,  Da Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB e HC/Unesp

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