Merenda escolar: Itararé adota medidas legais contra fornecedor de carnes e descarta produtos duvidosos

carnes2Antes que chegasse aos pratos dos alunos – O Departamento de Suprimento Escolar (DSE), informa que o motivo do descarte das carnes bovinas (moída e em cubo), ocorreu acerca da suspeita sobre a procedência dos produtos. Desde a primeira metade do ano, responsáveis pelo setor notaram oscilações na qualidade do material. “Com o tempo o padrão decaiu e as merendeiras e diretoras das unidades escolares reclamaram

 do cheiro forte, do excesso de gordura, entre outros. Com isso, reclamamos junto ao fornecedor e solicitamos melhorias”, disse a nutricionista Mariah Pereira.

De acordo com a nutricionista, foi requerida da empresa distribuidora das carnes, a vinda de um técnico do frigorífico para que houvesse uma averiguação do material adquirido, porém a empresa vencedora da licitação ocorrida em março, informou que não haveria a necessidade da presença do profissional em questão.
“Ainda no primeiro semestre, constatamos a substituição das carnes. No mesmo pacote existia vários tipos de cortes diferentes, como: acém, patinho e músculo, além de que em algumas entregas, o material estava semi-congelado ou amolecido”, comentou a chefe de Departamento, Camila Schandler.

Em agosto, o setor de nutrição da Prefeitura Municipal de Itararé, entrou em contato com o frigorífico para questionar alguns itens referentes ao produto, mas foi constatado que os materiais fornecidos não eram procedentes da empresa.

Segundo o responsável pelo setor de qualidade do frigorífico em questão, todos os produtos saem em caixas de papelão e com etiqueta testeira e inspecionado pelo SIF local. A empresa frigorífica informa que a carne moída é fornecida em embalagem timbrada, no entanto, o material fornecido pelo distribuidor era entregue com etiqueta interna.

No início do mês de setembro, o DSE encaminhou para o setor Jurídico da Prefeitura, com cópia para o Departamento de Vigilância Sanitária, ofício que visava a quebra de contrato com a empresa distribuidora. “Enviamos o laudo técnico do frigorífico e também anexos que ilustravam o documento a fim de apurar os fatos e tomarmos uma providência para o descarte desse material, uma vez que não se pode provar a origem e a qualidade dos produtos recebidos”, afirmou Camila.

Na manhã do último dia 9, a Vigilância Sanitária do município descartou no aterro sanitário, todo o material recolhido das unidades escolares de Itararé. “É importante ressaltar que todas as medidas foram tomadas a tempo, de modo a evitar o comprometimento da saúde alimentar dos alunos da rede municipal de ensino”, concluiu Schandler.

A Assessoria Jurídica da Prefeitura Municipal de Itararé promoveu os atos necessários para que sejam tomadas as medidas legais cabíveis. Com a assessoria de imprensa da P.M.I)

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