No enfrentamento do Som Alto, Itararé apresenta os danos que ele causa

A poluição sonora em Itararé é uma realidade inconveniente que tira a paz de muita gente. A seriedade do assunto fez com que a prefeitura municipal, por meios do Departamento de Fiscalização, estendesse a exigência do cumprimento da Lei também aos veículos particulares. 


Como noticiado na semana passada, todos os veículos que trabalham com propaganda sonora tiveram que passar por aferimento de som por equipamento especial e por perito nomeado pela Prefeitura, oferecendo um referencial para a ação do Departamento de Fiscalização que intensificasse a exigência do cumprimento da Lei.

Apesar do alerta, o problema ainda persiste ocasionado por pessoas que insistem em ouvir musicas com som extremamente alto em seus veículos transitando pelas ruas da cidade ou  estacionados em bares e lanchonetes, muitas vezes em altas horas da noite.

Segundo pesquisa médica, a poluição sonora causa muitos problemas de saúde como: estresse, insônia, infecções, gastrite, prisão de ventre, pressão alta, infarto e derrame, e a que mais incomoda é: som automotivo de propaganda ou musicas- 56,3%; som de bares, pubs e festas- 7,8%; ruídos do trânsito- 19,5% e construções-16,4%.

Nos últimos dias, Agentes da Fiscalização, Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil  definiram em reunião  intensificar a proibição também deste tipo de som alto que ultrapassam os limites de decibéis permitidos. Segundo Fernando Bigio, Técnico Pericial, a tolerância da altura do som para esses veículos é a mesma exigida para os que trabalham com sonorização comercial, ou seja, nunca superior a 75 decibéis.

Conforme Márcio Campos, chefe da Fiscalização da Prefeitura,  as ações conjuntas com a Guarda Municipal, Polícias Militar e Civil será uma constante e a pena para quem abusar, além de pesadas multas, ainda terá seu veículo e equipamentos apreendidos. “estaremos atentos e presentes diuturnamente com uma fiscalização rigorosa para que seja banido  de vez os carros que perturbam a paz alheia”, afirmou.

É preciso fazer silêncio. “Somos assaltados o tempo inteiro por esse tipo de som altíssimo”, nota o otorrinolaringologista Dr. Celso Nogueira.  Só para ter uma idéia, o trânsito no centro das cidades alcança facilmente os 80 decibéis, o mesmo que um liquidificador ligado a 1 metro de distância. E, de acordo com a OMS, todo e qualquer som que ultrapasse os 55 decibéis já pode ser considerado nocivo para a saúde. “As conseqüências não são imediatas, elas vão se acumulando e só aparecem com o tempo”, finaliza Dr. Celso. (Da Assessoria de Imprensa)
 

 

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