Parque Tecnológico de Botucatu intensifica ações para o empreendedorismo no ambiente acadêmico

 

Entre as ações estão a criação de espaços de uso comum para incentivar o desenvolvimento de projetos inovadores nas universidades locais –
Foi realizada na manhã desta terça-feira, 23, a primeira reunião de 2017 do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação (NEI) do Parque Tecnológico de Botucatu. O grupo, formado por representantes de instituições de ensino superior da cidade, entre elas Unesp e Fatec, tem como objetivo estimular o desenvolvimento de projetos empreendedores no ambiente acadêmico e científico e ajudar os alunos a transformarem essa iniciativa em um modelo de negócio.

Durante o encontro, conduzido pelo diretor executivo do Parque Tecnológico de Botucatu, Carlos Alberto Costa, consultores do Sebrae – instituição que apoia o NEI – apresentaram os resultados do programa HUB Sebrae 2016 (Desafio Empreenda Botucatu).

Na fase 1, foram realizadas palestras de sensibilização sobre empreendedorismo como opção de carreira a 650 universitários inscritos. Eram alunos integrantes de cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), Instituto de Biociências e Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) todos da Unesp de Botucatu, além da Fatec (Faculdade de Tecnologia).

Na fase 2, 150 alunos participaram de capacitações que totalizaram 34 horas de oficinas e três horas de consultorias. O objetivo foi despertar para o comportamento empreendedor, estimular a criatividade e modelar suas ideias de negócios.

Em seguida, foi lançado o projeto Desafio Empreenda 2016 e os participantes puderam apresentar projetos inovadores. Foram inscritas 34 ideias, cujos autores receberam 20 horas de capacitação e mais quatro horas de mentoria para aperfeiçoamento dos projetos e preparação para apresentarem o trabalho diante de uma banca. O grupo de examinadores foi composto por consultores da Escola de Negócios do Sebrae, Parque Tecnológico de Botucatu, programa InovAtiva Brasil – MDIC, Inova São Carlos e empresários.

Foram selecionados os 10 melhores projetos avaliados pela banca, que passaram por uma oficina de Pitch Deck e refinamento do modelo de negócio. A apresentação final, para a seleção dos três melhores, foi realizada em novembro de 2016. Além de troféus e certificado, eles receberam uma bolsa para participar do seminário Empretec, do Sebrae; estão pré-selecionados para fazer parte do Acelera Startup 2017 (promovido pelo Fiesp) e também do Startup World (Espaço de Startups na Feira do Empreendedor do Sebrae -SP). Além disso, terão direito a seis meses de residência no Parque Tecnológico de Botucatu.

Na reunião desta terça-feira, os membros do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação decidiram que os alunos finalistas serão chamados para uma reunião no próximo dia 31 de maio. Na ocasião, será definida a data para que os autores dos 10 melhores trabalhos possam receber mais um prêmio: visitarão o Google Câmpus; o projeto Cubo Coworking, do Itaú; a Escola de Negócios do Sebre e também o Parque Tecnológico de Sorocaba.

Ainda durante o encontro, o diretor executivo do Parque Tecnológico de Botucatu, Carlos Costa, colocou como desafio para 2017 a realização de uma nova edição do Hub Sebrae e também se comprometeu a agenda reuniões presenciais com os diretores das universidades parceiras para falar de uma as principais metas do NEI, que é a criação de observatórios nas dependências das faculdades. Trata-se de espaços onde alunos e professores poderão discutir ideias inovadoras que possam se transformar em produtos para atender as principais demandas do mercado. A proposta inicial é que sejam criados três observatórios, sendo dois na Unesp (câmpus de Rubião Júnior e do Lageado) e na Fatec.

“Na minha conversa com os diretores, falarei sobre importância de incentivarmos o empreendedorismo dentro do ambiente universitário e também abordarei a importância dos observatórios, que demandarão um pequena estrutura, de uso comum, que servirá de ponto de encontro para os interessados em empreender, sejam professores ou alunos. Nesses espaços, poderão acontecer reuniões, inclusive com a mentoria de representantes do Sebrae e do Parque Tecnológico, por exemplo”, destaca Carlos Costa. (Por 4 Toques – Assessoria de Comunicação e Imprensa)

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