Prefeito de Riversul poderá ser cassado daqui a pouco

Marcelino Bíglia prefeito de RiversulA Câmara Municipal de Riversul reúne-se às 14h desta quinta-feira, 23, para votar a cassação do prefeito Marcelino Bíglia por motivos de infrações política-administrativas. Em 28 de novembro passado o Legislativo realizaria sessão especial para essa finalidade, mas o prefeito entrou com mandado de segurança e obteve da Comarca de Itaporanga liminar suspendendo a realização. Porém, no último dia 30 de janeiro a juíza Priscilla Buso Facinetto revogou essa liminar e agora a Câmara poderá realizar o julgamento do prefeito.

 

Fala-se que ao tomar conhecimento dessa revogação o prefeito teria desaparecido da cidade. “Pelo menos desde a semana passada não recebemos material de expediente (atos do Poder Executivo) para serem apreciados aqui na Câmara”, informou hoje o presidente da Câmara Luciano Aparecido Pinheiro.

O relatório que norteia os vereadores nessa questão aponta várias irregularidades cometidas pelo prefeito Marcelino, como:

Pagamento autorizado por ele de notas frias de prestação de serviços elétricos em veículos. Na investigação da CEI o prestador negou a emissão da nota, o recebimento e a prestação do serviço. 

Efetivação ilegal de funcionários da educação(ligados a ele) que não passaram no estágio probatório;

Reincidência de erro ao contratar para uma nova obra uma empreiteira que já havia cometido irregularidade ao construir uma creche sem instalações sanitárias (banheiros para as crianças). Duzentas crianças são obrigadas a usar banheiros dos professores;

Deixar de contratar funcionário regularmente aprovado em concurso para o setor jurídico. Por essa omissão foi condenado a pagar multa diária de R$ 700 reais.

E em outras por exemplo, para não prestigiar vereador adversário que através de seu deputado conseguiu emenda no valor de R$ 100 mil para beneficiar o município, deixou de assinar convênio e consequentemente perdeu o recurso.

Tumulto ontem – Na sessão ordinária de ontem, quarta-feira, 22, a sessão que teve início às 20h precisou ser suspensa. Dois vereadores e familiares simpatizantes do prefeito teriam  provocado tumulto, hostilizando verbalmente os demais vereadores com a finalidade de desestabilizar e impedir a realização da sessão de hoje.
Segundo testemunhas, a baixaria foi grande pois os gritos chegaram a atrapalhar a missa que estava sendo realizada na matriz, que fica ao lado da Câmara. Para manter a segurança dos trabalhos hoje, o presidente da Casa, Luciano Pinheiro solicitou reforço policial junto ao Comando Regional da Polícia Militar, em Itapeva.

Em outubro de 2009, Marcelino enfrentou um processo semelhante

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