Primeiro show de João Paulo e Daniel foi em Barão de Antonina: A entrevista que não fiz porque não eram famosos

Hamilton Poliscastro_empresário do DanielEste texto por Adauto Nogueira(Itaponews Itaporanga-SP) é na 1a. pessoa mesmo. É verdade. E eu cometi uma injustiça com os dois ao deixar de entrevistá-los. Na época, isso lá por 86 ou 87 eu tinha um programa na então Rádio Universal. Chamava-se Rock,Pop, notícias & Cia, com entrevistas e etc. e ia acho que das 10 às 12h, depois vinha o Flávio Castelar Lobo com o programa dele.

 

No dia da apresentação deles em Barão de Antonina,  vieram até a rádio em Itaporanga e conversaram com a Cleide Damásio que era a gerente, para dar uma forcinha pra eles na divulgação do show à noite naquela cidade.

Faltando 15 minutos para terminar o meu programa a Cleide entra no estúdio, fecha a porta e conversa comigo para entrevistar os dois(que aquela altura já estavam no corredor, no vidro do estúdio aguardando um ok).

Pois bem, como não eram famosos – e nós, nem eu e nem a Cleide tínhamos ouvido falar dessa dupla – eu fiz corpo mole. De dentro do estudúdio olhei pra eles que estavam do outro lado do vidro e fiz sinal com a mão e cabeça como quem cumprimenta com um ‘Oba, tudo bem com vocês?’, e em seguida disse para a Cleide que não daria porque a entrevista poderia se estender e avançar no horário do Flávio, que não iria gostar.

A Cleide sai  do estúdio e explica para os dois que não daria porque o programa já estava terminando.
João Paulo abaixa a cabeça e vai saindo; Daniel, mesmo com a negativa permanece sorridente e olhando pra mim faz o sinal de positivo, como quem quer dizer ‘Entendi, valeu parceiro! Obrigado.’

Acontece que daria sim. 10 ou 15 minutos no rádio dá para fazer muita coisa. Errei ao pensar que eles eram mais um dos vários que diariamente procuravam a rádio atrás de uma divulgação.

Meses depois, a dupla estoura nas paradas de sucesso no Brasil inteiro, João Paulo morre em acidente e Daniel continua cantando sozinho, vira ator e continua fazendo sucesso até hoje. O que quer dizer que não ajudei e nem atrapalhei, porque o destino já tinha preparado o sucesso da dupla e não seria a entrevistinha na rádio que iria acrescentar mais alguma coisa para eles.

Pronto, falei e confessei publicamente esse pecado. Espero que o Daniel, João Paulo(in memoriam) e o empresário Hamilton Policrastro me perdoem por isso.

Mas não fui só eu que errei não. Numa outra conto uma história, um fato humilhante que aconteceu na minha presença, na Gravadora Continental/Chantecler, na sala do então diretor artístico Arnaldo Sacomani(SBT), onde ele humilha um cantor (depois revelo o nome) que estava iniciando, porque o disco do cara não estava fazendo sucesso e estava dando prejuízo pra gravadora. Eu tinha ido buscar os lançamentos de Tim Maia, Peninha e Gaúcho da Fronteira. Os discos ainda eram de vinil.  Duas semanas depois o cara estoura nas paradas de sucesso no Brasil, ganha Disco de Ouro e mais uma Mercedez bordô metálica de presente da gravadora.

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