Sinos da Abadia tocaram em comemoração a canonização de José de Anchieta

Abadia de Itaporanga-SP

Nesta quarta-feira(02), pontualmente às 09h, todos os sinos da Igreja Abacial de São João Batista, no Mosteiro da Ordem Cisterciense de Itaporanga, tocaram para comemorar a canonização de José de Anchieta. Nesta quinta-feira(03) o papa Francisco assina o Decreto da Canonização.

   “Com uma vida dedicada à evangelização, José de Anchieta é um exemplo para os jovens missionários. A sua fé a confiança em Deus foram os principais motivos que o levaram a vir ao Brasil com apenas 19 anos, destacou o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta. Ele presidiu missa em ação de graças pela canonização do “apóstolo do Brasil” nesta quarta-feira, 2 de abril, às 18h, na Catedral de São Sebastião. O Papa Francisco deverá assinar o decreto de canonização amanhã, 3 de abril, depois de ter adiado em um dia a data prevista.

“Como ser humano era cristão e como cristão foi chamado a servir a Deus na vida consagrada como jesuíta e como sacerdote”, destacou Dom Orani durante a homilia. O beato também foi muito importante para a história do Brasil. “É impossível escrever a história sem a presença de José de Anchieta”, completou o arcebispo. Ele lembrou que o beato esteve presente em episódios de fundação de cidades, pacificação de indígenas, questões de saúde, com as Santas Casas de Misericórdia.

Investindo em educação, cultura e respeito às diferenças, José de Anchieta “soube encontrar os caminhos” para anunciar o Evangelho. “Naquele jovem agia o Senhor e por causa da fé entrou na companhia e aceitou a vinda para cá, trabalhou incansavelmente e como evangelizador, soube aproveitar o teatro, a música as tradições para isso. Buscou inculturar-se”.
Celebrações por onde Anchieta passou

O arcebispo de São Paulo (SP), Cardeal Odilo Pedro Scherer, convidou a todos para acolher a canonização com manifestações de “júbilo e ação de graças a Deus”. No dia 2 abril, os sinos das Igrejas da arquidiocese tocaram às 14h. No domingo, dia 6, haverá procissão saindo do Pátio do Colégio, às 10h15, em direção à Catedral da Sé, onde será celebrada Missa solene às 11h.

Em Salvador (BA), a celebração eucarística em memória do santo foi adiada para a quinta-feira, dia 3. A missa será presidida pelo arcebispo local e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, às 18h, na Catedral Basílica.

Na Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo (ES) houve missa na Catedral Metropolitana, às 18h desta quarta-feira, presidida pelo arcebispo local, Dom Luiz Mancilha Vilela. Às 20h, a Comunidade Shalom apresentou o musical “Anchieta para todas as tribos”. No domingo, dia 6, duas missas estão marcadas: às 9h30, na paróquia Beato José de Anchieta, em Serra, e às 16h, no pátio do Santuário de Anchieta.

O Papa Francisco celebrará missa em ação de graças pela canonização no dia 24 de abril, na igreja romana dos jesuítas, Chiesa del Gesù

História do Apóstolo do Brasil

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O padre José de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534, nas ilhas Canárias, Espanha. Seu primeiro contato com os jesuítas foi quando estudava filosofia na universidade de Coimbra, Portugal. Em 1551, Anchieta entrou na Companhia de Jesus.

A missão no Brasil começou em 1553, quando, ainda noviço, aos 19 anos, desembarcou em Salvador (BA) para trabalhar com padre Manuel da Nóbrega e outros missionários.

A fundação da cidade de São Paulo está relacionada à primeira Missa celebrada na missão de Piratininga, em 25 de janeiro de 1554, festa litúrgica da Conversão do apóstolo São Paulo. Ali, os jesuítas fundaram um colégio, o primeiro da Companhia de Jesus na América Latina.

Outros elementos são marcantes na história do beato José de Anchieta, no Brasil. Ele ensinou a língua portuguesa aos filhos de índios e de portugueses; aprendeu a língua indígena; escreveu gramática, catecismo, peças de teatro e hinos na língua dos índios, além de outras obras em português, latim, tupi e guarani; participou de negociações de paz em conflitos entre índios e portugueses; fundou outro colégio no Rio de Janeiro, no qual foi reitor; foi responsável por outras missões; provincial dos jesuítas no Brasil; e escreveu muitos relatos sobre a missão e particularidades da terra e do povo brasileiros.

José de Anchieta morreu em 9 de junho de 1597, em Reritiba, cidade fundada por ele no Espírito Santo que futuramente recebeu o nome de Anchieta.

O título de “Apóstolo do Brasil” foi dado pelo prelado do Rio de Janeiro, Dom Bartolomeu Simões Pereira, durante a homilia do funeral”. Do site da Arquidiocese do Rio de Janeiro

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