Taquarituba: publicação do ItapoNews mobiliza doadores de sangue em plena pandemia

Na terça-feira (4) o ItapoNews noticiou Hemocentro do HCFMB precisa de sangue tipo O positivo .

Em plena pandemia, rapidamente, a internauta Aline de Mônaco repercutiu em suas redes sociais, se prontificando e convidando mais pessoas para essa ação e logo uma grande quantidade de pessoas tomou conhecimento desse apelo do Hemocentro da Unesp.

Com isso, Aline foi colocada em contato com a servidora municipal Amanda Rodrigues, que desde 2018 movimenta com frequência um grupo de doadores “ponta firme” como ela diz e logo estava formado um grupo de doadores composto de 16 pessoas que seguiram viagem num micro-ônibus cedido pela Prefeitura de Taquarituba, ao Hemocentro da Unesp em Botucatu, numa distância cerca de 140 quilômetros, com duração de mais de 1 hora e 40 minutos.

Aline de Mônaco, que é bariátrica e desenvolveu tireoide foi quem deu o ponta pé inicial nessa movimentação. Ela tem 38 anos e é secretária no Espaço Lucas Leitte Cabelo, conta como foi isso:

“Sou doadora há mais de 10 anos. Neste mês eu completo 3 anos de bariátrica e ouvia todo mundo dizer que quem é bariátrico ou tem tireoide não pode doar, mas, eu faço os exames duas vezes por mês e nunca deu alterado. Daí eu vi a publicação do Itaponews que o hemocentro precisava de sangue tipo O positivo, e resolvi tentar. Tudo bem que é pandemia e tudo, mas resolvi arriscar e postei nas redes sociais para tentar fazer uma Van. Nisso a Natália falou-me que tinha uma moça – Amanda Rodrigues – que estava fazendo (lotação de doadores). Ela faz com frequência, há cada quatro meses e meio que já tem uma turma até certa. Com essa informação, e estávamos no meio da semana, ao invés de eu tentar reunir as pessoas, fiz contato com a Amanda, dei meu nome e me prontifiquei a ir doar e deu tudo certo, mesmo eu sendo bariátrica e ter desenvolvido a tireoide. O pessoal do Hemocentro, os enfermeiros que fazem a coleta são muito educados e todo mundo trata a gente muito bem. Na verdade eu fui achando que não iria poder doar por ser bariátrica e ter tireoide. Mas contei a eles minha história e eles fizeram os exames necessários e os resultados não me impediram de doar. Fiquei muito feliz e agradeço a Deus por poder voltar a doar sangue. Tudo bem que pelo fato da pandemia a gente se arriscou, mas foi por uma boa causa. Então, na realidade eu só fiz a postagem mas quem reuniu o grupo foi a Amanda, aliás, um grupo muito legal, que me orgulho de ter feito parte”, contou Aline

Já Amanda Rodrigues, a principal organizadora dessa doação, tem 35 anos e é servidora municipal, atuando em serviços gerais, conta como se tornou doadora e lidera um grupo.

“Então, iniciei isso em 2018, desde que minha mãe que sofreu um infarto precisou ficar internada por uma semana HCFMB e eu a acompanhei. A única coisa que a Unesp me pediu foi para que eu tentasse levar pelo menos um grupo de 10 pessoas doadoras de sangue. Na época consegui 18 pessoas. Diante disso, me senti na obrigação de ajudar mais. Eu já era doadora desde os 18 anos e agora nós temos um pessoal ponta firme, graças a Deus.

Em abril vai fazer 4 anos que seguimos, de quatro em quatro meses fazendo as doações de sangue ao Hemocentro.

Sobre os riscos da pandemia? Sinceramente eu tenho um certo medo de ir na doação, mas também sei da necessidade de ir doar. Independente do Covid, quantas pessoas estão lá internadas por outras doenças, entre a vida e a morte, necessitando apenas de sangue para cirurgias?
É por essa razão, com fé em Deus e seguindo os protocolos, vamos sim doar sangue. Nunca deixamos de comparecer”, finaliza Amanda, que forneceu algumas fotos de doações anteriores à esta última doação. Esqueceram de fazê-las desta vez.

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