Projeto da FMB/Unesp e Unicamp recebe financiamento do NBME dos EUA

Dr. Pedro T. Hamamoto Filho lidera trabalho na FMB|Unesp – Um projeto de ensino e pesquisa coordenado pela Unesp (Faculdade de Medicina de Botucatu|Unesp), Unicamp e ABEM (Associação Brasileira de Educação Médica) foi contemplado com financiamento de cerca de cinquenta mil dólares do National Board of Medical Examiners (NBME), agência americana que confere permissão para o exercício da medicina nos Estados Unidos (EUA).

Denominado “Implantação de uma Rede Nacional de Práticas e Pesquisa com o Teste de Progresso”, o trabalho beneficiado com o financiamento é liderado, na FMB|Unesp, pelo neurocirurgião Pedro T. Hamamoto Filho, do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria.

“Esse projeto visa à criação de uma rede de escolas de medicina do Brasil que trabalham com o teste de progresso (TP). O teste de progresso é uma avaliação cognitiva que verifica se o ganho de conhecimento por parte do estudante está sendo contínuo e progressivo, e como o conhecimento está sendo elaborado e consolidado nas áreas básicas e clínicas, importantes para o aproveitamento do internato e o desenvolvimento final do profissional. No Brasil, diversas escolas usam o TP em consórcios, ou seja, várias escolas se unem para organizar e aplicar a mesma prova aos seus estudantes. Nós, da UNESP, fazemos parte do consórcio chamado NIEPAEM (Núcleo Interinstitucional de Estudos e Práticas de Avaliação em Educação Médica), do qual também fazem parte a UNICAMP, USP-Ribeirão Preto, USP-Bauru, UNIFESP, UFSCAR, FAMEMA, FAMERP, UEL e FURB”, explica Dr. Pedro.

De acordo com o neurocirurgião, a professora Angélica Bicudo, da Unicamp, foi a especialista responsável por implementar as primeiras experiências com o teste no Brasil. “É nossa grande parceira”. “O TP na UNESP foi anteriormente liderado pelos professores Joélcio Abbade, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, e Pedro Lourenção, do Departamento de Cirurgia e Ortopedia”, complementa.

A finalidade do projeto é fortalecer os outros 12 consórcios que existem no Brasil atualmente e incentivar a criação de novos, principalmente porque nos últimos anos foram criadas diversas escolas de medicina que carecem de aprimoramento das suas ferramentas de avaliação dos estudantes. “O TP é uma excelente estratégia de avaliação – e que, portanto, pretendemos disseminar por todo o país”, lembra Dr. Pedro.

“O financiamento (grant) representa o reconhecimento da Medicina/UNESP como uma instituição líder e de excelência em educação médica. Representa também a valorização das ações voltadas para a graduação. É também importante que o financiamento do NBME abra perspectivas para que o corpo docente invista mais energia na “”pesquisa em ensino””. Pessoalmente, o financiamento (grant) é o reconhecimento de um trabalho árduo que tenho desenvolvido com o TP e uma motivação para continuar conciliando o trabalho tanto na minha área médica (neurocirurgia) como na área de ensino. Também é importante destacar a abertura que a FMB|Unesp e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) dão para que médicos do próprio HCFMB participem das atividades de ensino”, finaliza o neurocirurgião.

Sobre o Latin America Grants: https://contributions.nbme.org/about/latin-america-grants

O Caminho do TP

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