Queiroga une forças para a construção de um Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde

Empreendimento vai ampliar a capacidade do Brasil para a produção de vacinas e insumos, e reduzirá a dependência de outros países dando respostas mais rápidas em situações pandêmicas

Em encontro realizado na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Firjan, o ministro Marcelo Queiroga garantiu apoio irrestrito do Ministério da Saúde para a construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde que a Fiocruz está erguendo em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com a estrutura, o Brasil terá autonomia na área de biotecnologia e insumos de saúde, o que deverá reduzir a dependência tecnológica de outros países e dará respostas mais rápidas em situações pandêmicas, como a que o país vive hoje.

A expectativa é que este seja o maior centro de produção de insumos e produtos biológicos da América Latina e um dos mais modernos do mundo. O empreendimento permitirá ao Brasil alavancar a sua capacidade de produção de vacinas, insumos e biofármacos, garantindo a autonomia nacional nesta área. Para o ministro Marcelo Queiroga, o Ministério da Saúde e o governo federal estão dispostos a se esforçar para viabilizar a construção do Complexo Industrial da Saúde.

“Penso que é um desafio para nós construirmos uma nova perspectiva para o Brasil, em relação ao desenvolvimento do complexo. É necessário que tenhamos nos produtos e insumos estratégicos do sistema de saúde, eficácia, segurança, efetividade. E essa relação de custo e efetividade só será obtida, na medida máxima do possível, se tivermos um complexo forte. Isso significa, também, além da autonomia da produção de tecnologias, emprego, renda e tributos para fortalecer o nosso país”, disse o ministro.

De acordo com o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, a entidade quer colaborar nas discussões junto ao ministério para potencializar o interesse privado no Complexo Industrial da Saúde no Rio de Janeiro. Para ele, a produção dos itens de saúde deve ser elevada ao patamar de importância pública da indústria de defesa.

“Precisamos pensar nos produtos para a saúde, princípios ativos, medicamentos, e, também, equipamentos de proteção individual (EPI) como um sistema de defesa. Estamos falando das vidas dos nossos cidadãos. Temos ativos formidáveis como a Fiocruz e os laboratórios da UFRJ. A ideia é pensar em como construir um centro de produção importante e estrutural para a nossa saúde pública”, pontuou Vieira.

Durante a reunião, Queiroga lembrou que o Brasil fechou o contrato com a Pfizer para a aquisição de mais 100 milhões de doses, além das 100 milhões já garantidas. Ele também ressaltou que o País já distribuiu mais de 82 milhões de doses de vacinas e aplicou mais de 50 milhões, o que coloca o Brasil em 4º lugar como o país que mais aplicou doses em todo o mundo.

Ministério da Saúde

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