Alckmin discute investimento de R$ 1 bilhão na hidrovia Tietê-Paraná

Governador e ministro dos Transportes Alfredo Nascimento conversaram sobre apoio da União às obras. O governador Geraldo Alckmin e o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento discutiram, nesta quinta-feira, 14, o investimento de R$ 1 bilhão para a hidrovia Tietê-Paraná.

 
Desse total, R$ 623 milhões são recursos provenientes do PAC 2 e R$ 393 milhões vêm do governo do Estado para projeto de modernização e ampliação dos 800 km da Tietê-Paraná no trecho paulista, de um total de mais de 2400 km em toda a hidrovia. O secretário de Logística e Transportes Saulo de Castro Abreu Filho também esteve presente na reunião. 

"A hidrovia Tietê Paraná beneficia São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Ela é importante para o Brasil. Estamos bastante entusiasmados com essa parceria com o governo federal porque iremos estimular os modais de transportes", destacou o governador. 

"O projeto é muito interessante e irá melhorar a vida do povo de São Paulo. Irá melhorar o fluxo de veículos porque nós vamos fazer uma verdadeira transformação na utilização desse modal no Estado, dando mobilidade ao transporte de carga no Tietê", completou o ministro dos Transportes. 

Durante o encontro, o governador e o ministro também conversaram sobre investimentos nas obras do Trecho Norte do Rodoanel Mario Covas: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=214444. 

O investimento na hidrovia, previsto para o período de 2011 a 2014, destina-se a obras de eliminação de gargalos, como ampliação de vãos de pontes, melhoria nas eclusas e retificação de canais e dragagem. O plano também contempla a extensão da navegação no rio Tietê e Piracicaba e a implantação de terminais na hidrovia, que transportou, em 2010, 5.776 milhões de toneladas de cargas como milho, soja, óleo, madeira, carvão e adubo. 

O programa de melhorias na hidrovia Tietê-Paraná, administrada pelo Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo, inclui projetos importantes como a ampliação da navegação em 55 km até o distrito de Artemis, em Piracicaba, e a extensão de 200 km entre Anhembi até Salto. Neste trecho está prevista a construção de uma barragem no município de Anhembi que possibilitará a passagem das embarcações, principalmente no período de estiagem. A eliminação destes gargalos e a navegação nestes trechos permitirão a atração de cargas para a hidrovia em torno de 11,5 milhões de toneladas por ano, triplicando a movimentação de hoje. 

Os investimentos previstos para a eliminação de gargalos são as expansões dos vãos de quatro pontes: da SP 333 (Cafelândia, Novo Horizonte); SP 425 (Penápolis e José Bonifácio); Ferrovia Ayrosa Galvão (Pederneiras) e SP 595 (Ilha Solteira, Pereira Barreto). A ampliação dos vãos permitirá o tráfego de composições de até quatro barcaças e agilizará o tempo de viagem em até duas horas por ponte, além de diminuir em cerca de 20% os custos de transportes. 

As melhorias também contemplam a modernização dos terminais hidroviários de Araçatuba, que permite a intermodalidade com a SP 463 (Dr. Elyeser Montenegro Magalhães), e de Rubinéia, com intermodalidade com a SP 320 (rodovia Euclides Cunha) e a Estrada de Ferro – EF 364. 

Outras obras contempladas neste pacote são a substituição das pontes existentes na SP 191 sobre o Rio Tietê e Piracicaba por pontes estaiadas, além de serviços de dragagem e retificação dos canais de Conchas, Anhembi, Botucatu, Igaraçu do Tietê, Ibitinga e Promissão. Estão incluídas também melhorias na infraestrutura das eclusas de Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos. 

A utilização dos rios para o transporte traz um ganho significativo para o meio ambiente. A expectativa do governo do Estado com este investimento na hidrovia Tietê-Paraná é promover um equilíbrio para a matriz de transportes paulista, que é predominantemente rodoviária. Desta forma, além de colaborar para desafogar o trânsito nas estradas, leva à economia na manutenção das rodovias e abre um cenário para diminuir os custos de pedágio e de combustível. Conseqüente, a redução de mais de 20 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2 – importante gás de efeito estufa), contribuindo assim para o combate as mudanças climáticas. 

A Hidrovia Tietê-Paraná liga cinco dos maiores estados produtores de grãos (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná), cana de açúcar e derivados e possui 30 terminais intermodais. (Da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado)
 

 

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