A economia brasileira vai bem? Arrecadação federal em setembro foi recorde, R$ 90,72 bilhões

 

Divulgação hoje da arrecadação de impostos referente ao mês de setembro, pelo governo federal , registrou R$ R$ 90,72 bilhões, o que, aparentemente dá pra entender que a economia vai bem e que o caixa da Dilma dá pra manter sem aperto a máquina federal e os repasses para os 5.570 municípios brasileiros.

O Refis/Copa, programa de parcelamento de dívida de imposto, que nada mais que um amolecimento com os devedores, que antes eram tratados assim: ou paga tudo ou vai pro pau, e que se dane se vai gerar desemprego, teve uma participação significativa nesse bolo. O pagamento da 2ª parcela desse parcelamento contribui com generosos R$ 1,63 bilhão em setembro.

Os juros brasileiros estão altos, 11%. O ministro até 31 de dezembro, Guido Mantega, disse que está tudo bem, que a inflação está sob controle, que as variações de bolsas de valores e o dólar, são consequências das variações de outras economias do mundo, e que a reeleição da Dilma não impactou nas variações negativas.

Então tá: ontem, na Europa, para impulsionar a sua economia a Suíça baixou o juro para 0,0%, de forma que as aplicações financeiras não sejam interessantes, e que ao invés disso, o povo suíço passe a comprar e gastar mais. Estados Unidos, está quase zero.

Finalizando, no geral e em todos os setores a economia brasileira vai mesmo bem? Claro que não! A agroindústria, por exemplo o setor sucroalcooleiro com forte participação na nossa região entrou num processo de quebradeira, com as usinas demitindo mão-de-obra e reduzindo áreas de cultivo.

Com isso, a menos que não se queira enxergar, estão existindo setores que estão precisando de atenção, muita atenção. E só o Congresso Nacional (Câmara e Senado) pode tentar sensibilizar os técnicos que estão na frente das telinhas dos PCs, notbooks e iphones, de paletós e gravatas, em luxuosas salas com ar condicionado, a verem que que de fato não está tudo bem e que existem setores que se não forem acudidos, morrerão, resultando forte impacto na economia, gerando problemas sociais graves. O próprio Refis é um termômetro. Por quê que as empresas sem outra alternativa precisaram dele? (ItapoNews)

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