Roubos a bancos: por quê escolhem Itaporanga?

Não precisa ser inteligente para compreender isso. Nos últimos tempos o governo investiu bastante em segurança pública – aumento de efetivo, sistema de comunicação, veículos e policiamento ostensivo (24 horas na rua) com armas que impressionam, mas aquém às dos bandidos. Porém, isso ocorreu somente  na capital e nas cidades maiores do estado.

Claro que nessas, depois desse reforço policial,  a criminalidade(roubo a bancos) nem vai querer agir. Com isso a capital e as grandes cidades estão tendo uma relativa trégua.

Não dá para cobrir um santo sem descobrir outro –  A dura realidade é que a criminalidade está migrando para o interior, com ações específicas em cidades pequenas que não oferecem resistência. O governo do estado, que é o responsável pela segurança pública faz a sua parte, acompanhando o raciocínio do crime: ou seja, construindo grandes presídios em regiões do interior. Amanhã, segunda-feira(2) ele inaugura mais um, em Cerqueira César, na nossa região.

Este novo estabelecimento penal  de Cerqueira César terá capacidade  para abrigar três mil (3.000) detentos do estado. Vale lembrar que na nossa região já tínhamos 4: duas penitenciárias em Avaré, uma em Itaí e uma (Fundação Casa) em Iaras. Nessas cidades sim, veio reforço policial. Mas, e para as outras cidades da região?

O efetivo policial de uma cidade é proporcional ao numero de habitantes. Então, a criminalidade que não é boba e não é nada, opta por uma tranquila Itaporanga, com várias entradas e várias saídas; com apenas com três policiais militares em cada  turno. Um que fica no CAD  para receber os chamados e dois que ficam em uma viatura atendendo os chamados e fazendo ronda.  Ah, e além disso, mais uma facilidade de fuga:  bastam rodar só 5 quilômetros e já estarão no Estado do Paraná  e onde nos dois caminhos terão as cidades de Santana do Itararé e Salto do Itararé, que são bem menores que Itaporanga.  Por coerência, jamais os policiais dessas cidades irão entrar numa ação ocorrida no Estado de São Paulo.

Milagre a polícia e nem ninguém faz. Raciocine: Seria justo três policiais militares com pistolas enfrentarem dez bandidos fortemente armados, com fuzis, metralhadoras e outras? E não tem lógica também a atribuição de culpa ao prefeito, ao delegado,os investigadores, o comandante da Polícia Militar, os soldados e assim por diante.

Que sobre Itaporanga algo tem de ser feito, não resta dúvida. Mas isso cabe ao governo do estado.

Vão questionar por que isso não corre em outras cidades como Taquarituba, Itaberá, Itararé, Itaí e outras? Releiam os parágrafos anteiores.

Mas aqui, estamos falando apenas do resultado da criminalidade. A origem e aumento, nem o presidente da república, nem o ministro e os secretários de Justiça,  nem os governadores e muito menos os prefeitos terão condições de combatê-la. E, a Justiça, também não pode fazer milagres. Ela apenas cumpre e faz cumprir a lei, que não foi feita por ela.

O único que pode mexer nisso é o Congresso Nacional – Câmara  e Senado – mas nessas duas casas legislativas, o assunto criminalidade, reformas no Código Penal que é de 1940 e outros assuntos relacionados, parece, por ora, que está proibido de ser tocado.  Aí a gente entende também,  porque o poder de eliminação e intimidação do crime é maior que qualquer coisa. E sendo assim, uma vida não tem preço.

Felizmente, nos casos dessas  ações criminosas em Itaporanga não ocorreram vítimas fatais e nem feridos. Por enquanto os danos estão sendo materiais e transtornos nas lidas operacionais dos clientes com os bancos. O dinheiro que eles levam, fala-se que tem cobertura de 85% das seguradoras.  Os bancos quase nem perdem.

Finalizando, 2014 está aí e será a oportunidade de analisarmos propostas exequíveis dos candidatos, que avancem um pouco mais na questão da criminalidade para ao menos minimizá-la. E todos sabemos que para isso, é preciso a começar a diminuir os 100 anos de atraso na Educação e Cultura do nosso povo. Sem isso, será chover no molhado! 

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