Inaugurada na Unesp a Casa de Apoio ao Doente Renal em Diálise Peritoneal

Elbio José e Maria Ester Alves Lima, filhos da homenageada.  Nesta quinta-feira(4), a Casa de Apoio ao Doente Renal em Diálise Peritoneal, implantada pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), foi inaugurada com o nome Maria Luzia Alves Lima, em homenagem à ex-funcionária do setor, falecida em 2008. O serviço funciona em um imóvel construído ao lado da Casa de Apoio Oncológico Infantil, no Distrito de Rubião Júnior. Poderão se beneficiar da nova estrutura pessoas que necessitem passar por diálises peritoneais.

Poderão se beneficiar da nova estrutura pessoas que necessitem passar por diálises peritoneais. Também utilizarão as acomodações os pacientes que aguardam estar preparados para passar por sessões de hemodiálise. Elas deverão ficar instaladas no novo espaço enquanto sua residência é preparada para a realização do procedimento.

“Algumas pessoas que precisam passar por diálise não têm acesso vascular, necessário para o tratamento, por isso é indicado a elas, por um período, fazerem diálise peritoneal. Esses pacientes poderão realizar o tratamento na casa de apoio. No caso dos pacientes em diálise peritoneal as novas instalações serão sua segunda casa até que sua residência esteja adaptada”, explica o presidente da Famesp, professor Pasqual Barretti.

O diretor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), professor Sérgio Müller enfatizou sua satisfação com a criação de um serviço que minimizará o sofrimento das pessoas que passam por tratamento renal no HC. “Agora eles passam a ter uma estrutura mais digna e humana. A Famesp tem ido além daquilo que é seu objetivo e tem dado um apoio decisivo para a FMB e seus projetos”, colocou.

Professor Emílio Curcelli, superintendente do Hospital das Clínicas, reforça que a casa de apoio facilitará bastante a vida dos pacientes atendidos pela unidade e mostra o papel filantrópico da fundação. “Esse serviço é uma herança positiva que essa gestão recebeu”, disse.

O presidente da Famesp, professor Pasqual Barretti, classificou o momento como a concretização de um sonho que teve início há 20 anos. “É nossa obrigação apoiar projetos como este, pois somos uma entidade filantrópica”, frisou. Sobre a servidora , cujo nome foi dado à casa de apoio, Barretti lembrou que era uma mulher determinada, bem humorada e com grande seriedade. “Ela me tratava como um filho”, resumiu.

O cardiologista e professor da FMB, Dr. Eder Trezza, um dos precursores do processo de humanização implantado no HC, disse que a inauguração da Casa de Apoio ao Doente Renal em Diálise Peritoneal faz parte do momento atual pelo qual o hospital passa, que é de colher os frutos plantados no passado. “Acredito que projetos como este não devam ser considerados filantropia, mas sim qualidade e integração do atendimento que oferecemos”, enfatizou.

A entidade recebeu o nome da servidora Maria Luzia Alves Lima, em reconhecimento à sua história ligada ao hospital. Durante 20 anos ela trabalhou no Hospital das Clínicas/Unesp (HC) e se aposentou no Setor de Hemodiálise, onde era muito conhecida. A homenageada morreu em 9 de março de 2008.
 
Maria Ester Alves Lima, filha de Maria Luzia, declarou ter ficado bastante satisfeita e emocionada com o carinho dedicado à sua mãe. “Ela foi muito importante para mim e para muita gente. Deixou marcas em todos com quem conviveu. Onde estiver, ela está muito feliz com essa homenagem”, comentou. “Minha mãe nunca estava triste e dava conselhos maravilhosos”, acrescentou Ester, que na cerimônia esteve acompanhada de seu irmão Elbio José Alves Lima.

Também participaram da solenidade de inauguração da nova casa de apoio o prefeito de Botucatu, João Cury; o vice-prefeito e secretário Municipal de Saúde, Antônio Luiz Caldas Júnior; além de funcionários, médicos, enfermeiros e docentes da FMB.

Sobre a Diálise Peritoneal

 A Diálise Peritoneal é realizada através da instalação de um cateter no abdômen do paciente e pela infusão de soluções específicas que entram em contato com a membrana peritoneal do paciente, possibilitando a purificação do sangue (função que deveria ser realizada pelos rins).  O controle da infusão de líquidos é realizado por uma máquina chamada de “cicladora”.

 

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