Tragédias da chuva: pelo Facebook, secretário de Energia de SP, diz o que o governo paulista está fazendo.

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal(PSDB), usou o facebook para responder a um seguidor o que o governo paulista está fazendo para lidar com as tragédias e alagamentos na capital. Dentro de um ano, por bem ou por mal 115 mil pessoas das áreas de risco serão removidas, e o sistema de alerta e prevenção será mais eficiente. “Em suma, neste momento, culpar a natureza ou lamentar o que poderia ter sido feito não basta. É preciso sim responsabilizar os incompetentes, os inoperantes e os negligentes. Mas isto cabe à justiça e às urnas decidirem”, diz

 
"É indiscutível que os efeitos dos temporais poderiam ter sido atenuados. Não adianta agora reclamar que a chuva foi recorde, que a cidade de São Paulo cresceu sem o planejamento urbano desejável ou que faltou fiscalização adequada na ocupação das áreas de riscos.

A tragédia já aconteceu, este é o cenário que temos nas mãos e é sobre ele que temos de nos debruçar. O Estado de São Paulo retirou 1 milhão de metros cúbicos de detritos do leito do Tietê em 2010, mas a tempestade da semana passada mostrou que este volume foi insuficiente. Por isso, o governador Alckmin se comprometeu a retirar 4 milhões de metros cúbicos até o próximo verão. Para se ter uma ideia, as bombas das Usinas de Traição e de Pedreira transferiram o equivalente a uma piscina olímpica a cada 10 segundos do Pinheiros para a represa Billings.

Mesmo sem registro de problemas no Pinheiros este ano, o governo instalará mais três bombas, no valor de R$ 190 milhões. Hoje há 29 piscinões em operação em São Paulo, e o 30o. entra em operação em 2012. Ainda construiremos um dique na ponte Aricanduva e concluiremos o Parque Linear Várzeas do Tietê (75 km de parque, o maior do mundo), que vai da barragem da Penha até Salesópolis. O governo financiará a canalização e a despoluição de 100 córregos da região metropolitana, a começar com o 3 Pontes, em Itaquaquecetuba.

E não é só: os sistemas de alerta estão sendo aprimorados. Mais 40 pontos de medição pluviométrica estão sendo instalados. Eles irão se juntar aos 200 já existentes, renovando as informações sobre cheias e enchentes a cada 10 minutos. Deles, as informações vão para o Centro de Tecnologia Hidráulica da USP. Lá, os sinais de alerta, que hoje são emitidos com pelo menos duas horas de antecipação, deverão chegar ainda mais cedo aos moradores.

O governo já abriu edital para a aquisição de um novo radar meteorológico, mais moderno, potente e preciso. Por outro lado, o secretário de subprefeituras se comprometeu ontem na televisão a retirar 115 mil pessoas das áreas de risco em um ano. A ver. O governo federal, depois das tragédias no Rio, se comprometeu finalmente a lançar um plano nacional de prevenção de desastres. Cabe esperar que finalmente sejam regulamentadas as atribuições da Secretaria Nacional de Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração Nacional, e que também seja operacionalizado o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Lei 10.683/03 – Decreto 7.226/10, Art.18 Inciso X), que simplesmente nunca saiu do papel.

Em suma, neste momento, culpar a natureza ou lamentar o que poderia ter sido feito não basta. É preciso sim responsabilizar os incompetentes, os inoperantes e os negligentes. Mas isto cabe à justiça e às urnas decidirem.

Urgente é trabalhar, planejar, criar as estruturas de proteção e fazê-las efetivamente funcionar para que estas cenas inaceitáveis não se repitam. Escreva sempre. É um grande prazer dialogar, argumentar, trocar idéias com todos vocês. Um abraço". José Aníbal.
 
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